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Anemia e falta de ferro afetam um terço dos portugueses. É preciso estar atento a “fatores de risco no trabalho”.

Estima-se que 20% da população portuguesa sofra de anemia, um problema ao qual nem os atletas escapam. Mas ainda que para este grupo faltem estudos capazes de identificar a prevalência da doença, explica Hélder Dores, especialista em Cardiologia Desportiva do Hospital das Forças Armadas e da NOVA Medical School, estudos internacionais confirmam que a prevalência da “anemia e deficiência de ferro é superior em atletas do que na população geral saudável”.

Por SAPO Lifestyle, Nuno de Noronha 08- 11-2018 21:41.

É um problema que “pode afetar a prática de desporto, bem como qualquer atividade física na população geral. Em atletas de elevado nível competitivo, nos quais todos os pormenores contam, a anemia afeta significativamente o seu rendimento”, explica Hélder Dores. “Entre outras, manifestações típicas da anemia como o cansaço e taquicardia têm uma influência óbvia, precipitando estados de exaustão e dificultando a fase de recuperação. Por outro lado, a anemia e a deficiência de ferro afetam outros sistemas como o sistema imune e outras funções fisiológicas, com impacto na prática desportiva”, acrescenta o médico.

É, por isso, reforça o especialista, “importante detetar precocemente estas alterações hematológicas e se necessário implementar estratégias preventivas e tratamentos adequados”. De acordo com Hélder Dores, os atletas não estão alerta para este problema “porque as causas mais comuns de lesões, inaptidão ou contraindicação para a prática desportiva são musculoesqueléticas ou cardiovasculares”.

“Este desconhecimento relativo à anemia deve ser semelhante à população geral, em que mais de 80% das pessoas com anemia desconhecem a sua existência”, diz ainda.

Anemia no contexto profissional

A pesquisa de anemia não constitui uma rotina, exceto na presença de sintomatologia suspeita ou em determinados desportos de atleta de nível competitivo, em que a avaliação analítica é comum, incluindo sempre um hemograma. Mas deveria ser, defende o especialista, que considera que “no contexto competitivo atual, com início cada vez mais precoce da prática de exercício, exigências de treino superiores, volumes de exercício progressivamente maiores, número crescente de atletas femininas e o reconhecimento da importância do apoio nutricional e da suplementação dos atletas, a pesquisa de anemia faz todo o sentido”.

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Um comentário em “Anemia e falta de ferro afetam um terço dos portugueses. É preciso estar atento a “fatores de risco no trabalho”.

  1. Boa noite

    A grande maioria de anemias associadas a factores de risco QUIMICOS / tóxicos ( solventes e agrotoxicos) são crónicas, após anos de exposição ( mesmo a baixas concentrações de químicos desde que não se cumpram as medidas correctas de prevenção e equipamento de proteção ). Os mecanismos causadores das mesmas são múltiplos. Estes podem ser anemias de causa: enzimática, hemoliticas, síndromes mielodisplasicos, anemias aplásicas etc.
    obrigada

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