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[Angola] Aumenta a consciência nacional sobre higiene e segurança laboral

O Centro de Segurança e Saúde no Trabalho capacitou, desde 2014, mais de 530 trabalhadores e desempregados à procura do primeiro trabalho, informou ontem, em Luanda, o director-geral adjunto para a Área de Segurança e Higiene da instituição.

Paulo Beaumont, que falava ao Jornal de Angola à margem de uma palestra sobre “Os novos desafios da segurança, saúde e higiene no trabalho”, disse que as 530 pessoas aumentaram os seus conhecimentos em matérias de legislação sobre segurança e higiene no trabalho e de prevenção de acidentes de trabalho.

A palestra, promovida pela UNTA-Confederação Sindical, enquadra-se nas nonas jornadas comemorativas do Dia Mundial em Homenagem aos Trabalhadores Falecidos e Lesionados, ontem assinalado.

O Centro de Segurança e Saúde no Trabalho formou também no mesmo período quadros de empresas públicas e privadas nas áreas de fundamentos básicos sobre segurança e saúde no trabalho e riscos elétricos.

Paulo Beaumont considerou a segurança e higiene e saúde no Trabalho como um conjunto de princípios essenciais para a vida laboral e pediu aos empregadores que valorizem mais a área de Segurança, Saúde e Higiene no Trabalho.

“Quando os empregadores começarem a perceber que a área de Segurança Saúde e Higiene no Trabalho é um investimento e nunca um custo, vão certamente mudar de atitude apoiando cada vez mais essa área”, acentuou Paulo Beaumont.

A secretária-geral da União dos Sindicatos de Luanda (USL), Filomena Soares, pediu aos trabalhadores que cumpram os princípios da segurança, higiene e saúde no trabalho para o bem da saúde dos trabalhadores até à velhice.

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Acidentes  matam milhões

Cerca de dois milhões de trabalhadores,  em todo o mundo, morrem anualmente por acidentes e doenças relacionados com o trabalho, disse, ontem, a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Em mensagem alusiva ao Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho, celebrado na quinta-feira, a Organização Internacional do Trabalho salienta que a cifra corresponde a 5,4 mil casos por dia.

Em média, refere a Organização Internacional do Trabalho, ocorrem, anualmente, 270 milhões de acidentes ocupacionais e 160 milhões de doenças também ocupacionais. Este ano, a data é celebrada sob o lema “Stress no trabalho: um desafio colectivo”.

O órgão das Nações Unidas alerta que muitos trabalhadores enfrentam grande pressão para cumprir as exigências da vida moderna nos empregos. A data é observada pela Organização Internacional do Trabalho desde 2003. O estudo da agência da ONU sobre o assunto revela que as perdas globais relacionadas com o stress no local de trabalho em todo o mundo são gigantescas.

Os custos com tudo isso, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho, chegam a 2,8 triliões de dólares por ano, somadas às faltas no trabalho, às despesas com tratamentos, compensação e reabilitação.

Para a Organização Internacional do Trabalho, as mortes, acidentes e doenças nos locais de trabalho são evitáveis e a sociedade, como um todo, tem a obrigação de agir.

A Organização Internacional do Trabalho reconhece que o aumento da competição, as altas expectativas sobre o desempenho profissional e as longas horas na empresa estão a contribuir para transformar o local de trabalho num ambiente “stressado”.

Especialistas afirmam que o stress no trabalho é reconhecido, de uma forma geral, como uma questão global que afecta todos os países, todos os trabalhadores de todas as profissões, em nações desenvolvidas ou em desenvolvimento.

Dados da Organização Internacional do Trabalho mostram que, no Japão, por exemplo, 32,4 por cento dos trabalhadores dizem sofrer de forte ansiedade, preocupação e stress no local de trabalho. No Chile, em 2011, o índice atingiu 27,9 por cento.

A Organização Internacional do Trabalho diz que os resultados são praticamente os mesmos em todos os países.

Para reduzir o problema, a organização faz várias sugestões como trabalhos de prevenção, com foco nas causas e consequências do stress.

A Organização Internacional do Trabalho recomenda  aos empregadores para darem  maior atenção ao processo de inclusão dos trabalhadores.

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Source (jornaldeangola): bit.ly/1SOLfuX

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Márcia Cardoso

Márcia Cardoso

Marketeer at Ábaco Consultores
Márcia Cardoso, licenciada em Marketing. Actualmente desenvolve funções na Ábaco Consultores.
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