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Apagar fogos e Saúde Ocupacional

Os bombeiros estão expostos a inúmeros fatores de risco ocupacionais capazes de originar acidentes de trabalho ou doenças profissionais relevantes. Apesar disso, o seu acompanhamento por equipas de saúde ocupacional é ainda escasso ou, em muitos casos, inexistente. Considera-se, por isso, importante, produzir evidência que exponha as necessidades em saúde ocupacional destes trabalhadores. Destacam-se neste contexto o desconforto térmico, ruído, agentes biológicos, agentes químicos, esforço físico/ manuseamento de cargas, potencial oncológico, turnos prolongados e/ou noturnos (por vezes rotativos), stress/ burnout, cronodisrrupção e o risco de acidentes diversos.

 

Desconforto térmico

Stress térmico pode ser definido como a quantidade de calor que tem de ser dissipado ou produzido para manter o corpo em equilíbrio. A capacidade para trabalhar em ambientes muito quentes é genericamente inferior à existente para ambientes muito frios.

Além das temperaturas elevadas a nível ambiental, em algumas circunstâncias, os bombeiros podem ter que usar EPIs pesados, quentes e/ou oclusivos, que potenciarão o desconforto térmico e a desidratação. A principal defesa do organismo perante o calor é a transpiração. Contudo, a não ingestão de água e o uso EPIs oclusivos pode prejudicar tal processo. Junto com o aporte de água os bombeiros devem ingerir também carbohidratos e eletrólitos; deve ser evitado o consumo de cafeína e de álcool, dado estes potenciarem a desidratação. Devido às elevadas temperaturas provenientes da radiação térmica das chamas, os bombeiros necessitam de dissipar mais calor. Nas pausas de 20 a 30 minutos os bombeiros devem por isso remover os EPIs e hidratar-se.

Bombeiros com mais idade e/ou tempo de serviço apresentam menos alterações fisiológicas associadas ao desconforto térmico, eventualmente devido a uma melhor aclimatização; a tolerância ao calor será maior também em função da hidratação e da capacidade física. O excesso de peso, por sua vez, perturba a tolerância ao calor, sudação e frequência cardíaca, potenciando-se assim também os riscos cardiovasculares. De realçar que a aclimatização pode ser definida como o processo lento e progressivo de adaptação fisiológica, que aumenta a tolerância térmica do indivíduo; ou seja, a sudação inicia-se mais cedo e tem menor concentração salina, verificando-se também uma melhor distribuição sanguínea e menos alterações na frequência cardíaca.

A atividade física intensa associada a temperaturas elevadas pode aumentar a atividade inflamatória; tal irá aumentar a rigidez arterial, diminuir o volume de ejeção ventricular e potenciar a coagulação; por isso, alguns dos marcadores inflamatórios são preditores do risco cardiovascular. Para além disso, a repetição da exposição a temperaturas elevadas pode deprimir o sistema imune, pelo que as infeções e os processos oncológicos poderão também ficar mais prevalentes.

A recuperação perante a exposição ao calor subdivide-se em passiva e ativa; a primeira consiste em retirar o bombeiro do combate às chamas, para um ambiente de cerca de 15ºC, com remoção dos EPIs e com acesso a água. Por sua vez, a recuperação ativa é baseada em sistemas de arrefecimento por convecção forçadas, sobretudo através da água ou gelo. Às vezes basta apenas que um ventilador potencie a circulação do ar; contudo, para ser eficaz, a temperatura do ar deve ser inferior à cutânea; podem também ser utilizados ventiladores que fornecem uma nuvem de vapor de água (no entanto, o vestuário e os EPIs podem ficar humedecidos e perturbar posteriormente o equilíbrio térmico). A utilização de água entre 10 a 20ºC é mais eficaz nos pés, mãos e antebraços. No arrefecimento através do gelo, geralmente são utilizados coletes que podem conter blocos deste material, contudo, a estrutura torna-se volumosa e pesada.

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Ruído

A perda auditiva associada ao ruído ocorre com exposições prolongadas, gradualmente, danificando o ouvido interno; tal patologia não tem tratamento mas é prevenível através da diminuição do ruído, por exemplo, com técnicas de engenharia; contudo, estas, por vezes, são demasiado complexas e/ou dispendiosas para serem aplicáveis; pelo que, paralelamente, poderá ser utilizada a proteção auricular; contudo, o seu uso pelos bombeiros não é consistente, apesar de ser frequente a exposição superior a 85 dBAs. O preditor mais forte para o uso de proteção auricular é a influência interpessoal (colegas e chefia).

Alguns investigadores concluíram que a perda de audição nos bombeiros avaliados era superior à espetável para a idade, sobretudo na fase inicial da carreira.

Um estudo norte-americano quantificou que 13 dos 15 equipamentos de trabalho utilizados num departamento de bombeiros emitiam som equivalente ou superior a 85 dBAs; o ruído mais intenso (91 dBA) era proveniente dos motores para a bomba de água; outros artigos, por sua vez, afirmavam que o ruído mais intenso era proveniente da sirene do camião e de alguns alarmes do equipamento utilizado.

Ainda assim, alguns autores realçam que parte do ruído inerente à atividade de bombeiro é menos contínuo que na generalidade do setor industrial; contudo, simultaneamente, o tempo de repouso poderá, ainda assim, não permitir que as células acústicas recuperem.

Há que destacar também que nos últimos anos têm sido publicadas investigações que sugerem a possibilidade do ruído também se associar a várias alterações cardiovasculares (hipertensão arterial, taquicardia- aumento da frequência cardíaca e isquemia do miocárdio), alterações do sono, respiratórias, obstétricas, imunológicas; bem como consequências a nível de desempenho e em variáveis psicológicas e/ ou neuropsiquiátricas.

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Cronodisrrupção

Neste contexto há a contribuição dos turnos noturnos, sendo que a rotatividade de horários poderá potenciar ainda mais o problema. O desempenho laboral é menor na fase em que a temperatura corporal está no valor mais inferior, ou seja, entre as quatro e as seis horas da manhã. Na primeira noite de trabalho geralmente não se verifica diminuição considerável do desempenho mas, nas noites seguintes, surgem atraso de raciocínio, tempos de reação maiores, mais erros e pior memória. O maior risco de acidentes laborais em todos os estudos consultados, de todas as áreas, situa-se durante a noite e/ ou madrugada. O risco é também superior nos turnos mais prolongados; sendo que as pausas/ sestas estão em situação oposta. Um sono adequado associa-se a melhor qualidade de vida, memória e humor, bem como sistema imune mais fortalecido, melhor nível de alerta e de reatividade. Durante a noite a secreção de cortisol e adrenalina é baixa, acontecendo o oposto durante o dia; assim, os trabalhadores noturnos que tentam dormir durante o dia, devido também a estas duas hormonas, terão um sono mais curto e menos reparador e, durante a noite, terão pior desempenho laboral. A Agência Internacional de Pesquisa para o Cancro (IARC) classificou o trabalho por turnos noturnos como “provavelmente carcinogénico”, desde 2007, em função do desequilíbrio circadiano.

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Agentes biológicos

As patologias associadas aos principais agentes biológicos neste contexto profissional são as hepatites B e C, bem como a SIDA; sobretudo em relação ao socorro prestado a vítimas de acidentes e ao transporte de doentes. Nos casos adequados, poderá ser pertinente proporcionar imunização para a hepatite B.

Aliás, no contexto dos sinistros é mais difícil o uso correto dos EPIs. Para além disso, nos procedimentos de desinfeção dos utensílios, por vezes, parte dos bombeiros não usa qualquer EPI por achar que não existe risco. O rigor no uso dos mesmos também pode ficar prejudicado com o cansaço proveniente dos turnos prolongados e/ou pela cronodisrrupção secundária aos turnos noturnos e/ou rotativos. Por vezes os bombeiros tentam fazer suporte básico de vida e/ou têm que manusear agulhas usadas, dentro de uma ambulância em movimento, em espaços confinados e/ou com pouca visibilidade. Para além disso, os sinistrados podem estar recobertos por vidro, o que aumenta mais o risco, além de poderem existir grandes hemorragias e/ou estarem desorientados, agitados e/ou agressivos. No local do acidente podem nem ter acesso a um recipiente adequado para depositar agulhas e outros objetos cortantes e/ou simplesmente lavar as mãos, como acontece com os profissionais de saúde, dentro das instituições.

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Riscos respiratórios

Muito frequentemente os bombeiros têm de trabalhar sob condições adversas a nível de poeiras e concentração de oxigénio.

Em alguns países os profissionais que atuam em incêndios na natureza são distintos dos que trabalham em zonas urbanas; sendo que os últimos mais frequentemente usam equipamentos de proteção respiratória.

Os fogos florestais produzem mais partículas inaláveis (menores que 100 micrómetros), contendo derivados do carbono (como o monóxido) e seus percursores, capazes de reagir com o peróxido de oxigénio, formando o radical hidroxilo, induzindo processos inflamatórios. Tal contribui para a diminuição da função pulmonar e respetiva semiologia. Está também descrita neste contexto a exposição a hidrocarbonetos e óxidos de nitrogénio; bem como a acroleína, formaldeído e o benzeno. A inalação aguda ao fumo induz aumento da inflamação sistémica, mesmo na ausência de hiperresponsividade brônquica (sendo esta, ainda assim, mais frequente nos atópicos). A exposição cumulativa pode implicar diminuição discreta da função pulmonar. Mesmo quando os bombeiros têm equipamento de proteção respiratória disponível, por vezes, este não é utilizado, devido à sensação subjetiva da quantidade de fumo ser escassa. A exposição ao fumo é também proveniente dos contrafogos ou dos fogos preventivos realizados antes da época mais quente, altura em que a vegetação está mais desenvolvida e se produz maior quantidade de fumo. Além da generalidade dos turnos ser prolongada (12 a 18 horas), não é viável o uso contínuo de um aparelho respiratório e já há geralmente um grande esforço físico, que implica um aumento do volume corrente respiratório. Por vezes, o próprio sítio onde repousam não é isento de riscos pulmonares.

Vários estudos revelaram que alguns bombeiros de Nova Iorque, expostos às poeiras e produtos secundários à combustão, resultantes da queda das torres gémeas, apresentavam diminuição da função pulmonar- nos primeiros seis meses mais de metade dos indivíduos estava nessa condição. Observou-se ainda que a incidência de asma, bronquite e enfizema ficou aumentada, bem como da rinossinusite crónica. Foi também relevante neste contexto a exposição a metais, radionucleótidos, asbestos, hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, bifenilos e dibenzodioxinas.

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Riscos cardíacos

Esta classe profissional apresenta uma incidência de eventos cardiovasculares e respetiva mortalidade superiores à população geral. Alguns investigadores relacionam tal facto com a exposição ao fumo dos incêndios (para além do esforço físico, EPIs pesados, desconforto térmico, trabalho por turnos, stress e fatores de risco cardiovascular pessoais)- ou seja, 40% destes profissionais têm excesso de peso ou obesidade; o tabagismo é também muito prevalente. A principal causa de mortalidade é a morte súbita (50% das mortes em serviço, no combate a incêndios). A atividade física intensa sobreposta às temperaturas elevadas, desidratação, trombocitose e stress, pode justificar o aumento da incidência de paragens cardíacas/ mortes súbitas; estando também descritos casos de acidente vascular cerebral e embolia pulmonar. Alguns investigadores também defendem que a exposição por inalação a partículas resultantes dos incêndios aumenta a rigidez arterial e, consequentemente, a probabilidade de surgir aterosclerose e/ou hipertensão arterial. Um estudo espanhol comparou o esforço executado no combate aos incêndios florestais, em média, como sendo equivalente a correr com cerca de 20 quilogramas extra e com uma temperatura média de 39ºC.

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Risco oncológico

Apesar de alguns estudos reportarem relações estatisticamente significativas entre o trabalho de bombeiro e patologia oncológica- como mieloma múltiplo, linfoma não Hodgkin, cancro cerebral, do sistema digestivo, aparelho genito-urinário, cancro da próstata, pulmão e do testículo, a IARC (Agência Internacional para a Investigação sobre o Cancro) considerou que a evidência era limitada, pelo que classificou esta exposição ocupacional como possivelmente carcinogénica para humanos (categoria 2b). Ainda neste contexto há a considerar a cronodisrrupção associada aos turnos noturnos e/ou rotativos.

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Stress

O facto dos bombeiros enfrentarem com alguma frequência situações onde a vida humana é ameaçada (a sua e/ou dos outros) ou até interrompida, tal poderá contribuir para a existência de stress pós-traumático e/ou dissociação. Esta última carateriza-se pela ocorrência de um distanciamento emocional, que permite que o indivíduo viva a situação não como participante, mas mero espetador. Estudos internacionais quantificam a prevalência de stress pós-traumático na ordem dos 25%; dois estudos nacionais obtiveram percentagens de 3,9 e 7,4%. Alguns investigadores defendem que a maior quantidade de eventos traumáticos potencia a existência deste diagnóstico, sendo a dissociação altamente preditora do mesmo. O stress associa-se também à complexidade e dificuldade na tomada de decisões e à existência de conflitos com doentes, familiares, colegas e/ou chefia. Nas profissões onde o trabalhador é obrigado a lidar com o sofrimento e necessidades do outro, as relações interpessoais podem tornar-se stressantes, contribuindo para a sua exaustão emocional; o distanciamento eventualmente criado para defesa pode, contudo, tornar-se disfuncional. Coping, por sua vez, poderá ser definido como o conjunto de dimensões cognitivas ou estratégias que um indivíduo pode utilizar para lidar com o stress.

Outros autores afirmam que o stress ocupacional será mais frequente nos contextos profissionais onde predomine uma maior exigência e um menor controlo. Ele pode mais facilmente surgir quando o indivíduo considera que está a executar atividades fora das suas funções, tarefas que não gosta, quando existe insatisfação com a remuneração, conflitos com chefias e/ou colegas, ambiguidade de papéis, progressão na carreira insuficiente ou inexistente, falta de segurança no vínculo laboral, não participação nas decisões, má integração na organização, desagrado pela liderança, sobrecarga de tarefas, ausência de reconhecimento, falta de justiça e conflitos éticos. O stress é, por sua vez, mitigado pela sensação de controlo, compromisso e desafio (ou seja, veem a mudança como algo aliciante em vez de ameaçador e trágico); bem como extroversão, bom autoconceito, otimismo e sentido de humor.

A nível fisiológico o stress implica aumento na produção de aldosterona e cortisol, bem como adrenalina e noradrenalina; o que poderá trazer alterações no padrão de sono, tensão arterial, função imune e alterações no metabolismo das proteínas, glicose e lípidos.

Alguns estudos norte-americanos quantificaram que cerca de um quarto dos bombeiros profissionais estudados tinha considerado, pelo menos uma vez, a ideia de suicídio; valor esse discretamente inferior nos voluntários (18,4%).

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Burnout

O stress ocupacional extremo e continuado pode originar situações de burnout, ou seja, pode ocorrer uma perda gradual de emoções, motivação e empenho; surgem também eventualmente a desilusão, irritação, frustração e depressão. O indivíduo sente-se esgotado/ desmotivado e não consegue relaxar. Por vezes, surgem também sintomas físicos (como cefaleia, mialgia, náusea, alterações do sono e astenia). O burnout também é mais frequente nos indivíduos com um nível educacional mais elevado, em profissões que prestam ajuda por contato direto, nos mais dedicados e empenhados, bem como nos mais idealistas e motivados. É também mais provável em situações de acidentes graves ou até morte de colegas, em consequência do exercício das suas atividades. A nível de caraterísticas individuais que possam estar associadas a burnout destacam-se a experiência profissional e o estilo de coping. Quanto às caraterísticas do trabalho, são salientados o conflito de papéis, pressão, contato direto com o cliente e o incumprimento de expetativas. Por fim, em relação às condições organizacionais, podem ser mencionadas a falta de participação na tomada de decisão e a relação trabalhador/ cliente. Para a instituição o burnout pode acarretar maior absentismo, maior turnover de funcionários e pior desempenho.

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EPIs

Os EPIs que a generalidade dos bombeiros usa são o fato (casaco e calça), capacete, cógula (máscara de tecido), luvas e bota de biqueira de aço. O uso de alguns EPIs implica um acréscimo de carga a transportar considerável.

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Acidentes

A incidência de acidentes nos bombeiros é superior à que existe na generalidade das outras classes profissionais e aqui predominam os entorses, LMEs, cortes e queimaduras. Nos estudos consultados, um terço dos acidentes ocorreu em atividades de treino e mais de um quarto no combate a incêndios; 13% dos mesmos estiveram associados à mobilização e transporte de doentes.  Alguns estudos descrevem uma variabilidade da sinistralidade dependente da hora do dia, ou seja, o risco de acidentes no turno noturno é superior e neste horário geralmente os eventos são mais graves; eventualmente devido a piores coordenação motora, atenção e cognição, como já se mencionou.

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CONCLUSÕES

Apesar de existirem vários estudos que retratam a realidade portuguesa, a generalidade destes foca-se geralmente num aspeto em particular, não proporcionando uma visão global do setor. O estudo evidenciou que, em algumas situações, a segurança e saúde dos profissionais fica comprometida por diversos fatores interligados, de carater organizacional, condições de trabalho e crenças dos profissionais. Será desejável permitir o acesso a um serviço bem estruturado de Saúde Ocupacional, até porque uma parte significativa destes profissionais não é seguido neste contexto e os riscos/ fatores de risco são muito significativos.

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BIBLIOGRAFIA

Santos M, Almeida A. Principais riscos e fatores de risco ocupacionais associados aos bombeiros, eventuais doenças profissionais e medidas de proteção recomendadas. Revista Portuguesa de Saúde Ocupacional on line. 2016, volume 1, 1-23.

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Mónica Santos

Mónica Santos

Licenciada em Medicina; Especialista em Medicina do Trabalho; Especialista em Medicina Geral e Familiar e Mestre em Ciências do Desporto.
Diretora Clínica da empresa Quércia (Viana do Castelo).
A exercer Medicina do Trabalho também nas empresas Cliwork (Maia), Clinae (Braga), Medicisforma (Porto), Sim Saúde (Porto), Servinecra (Porto) e Radelfe (Paços de Ferreira).
Mónica Santos

Mónica Santos

Licenciada em Medicina; Especialista em Medicina do Trabalho; Especialista em Medicina Geral e Familiar e Mestre em Ciências do Desporto. Diretora Clínica da empresa Quércia (Viana do Castelo). A exercer Medicina do Trabalho também nas empresas Cliwork (Maia), Clinae (Braga), Medicisforma (Porto), Sim Saúde (Porto), Servinecra (Porto) e Radelfe (Paços de Ferreira).

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