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COVID-19: 10 perguntas e respostas sobre testes e períodos de isolamento

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Apesar de já terem passado sete meses desde que a Covid chegou ao nosso País, as dúvidas sobre testes de despiste, períodos de isolamento e medidas de precaução após contactos com infetados, persistem. Eis algumas respostas que ajudarão a não pôr em risco família, amigos e colegas de trabalho.

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1 – Todos os contactos de alto risco têm indicação para serem testados?

Até agora não. A partir de dia 9 de novembro, sim. Na sequência da atualização, no ínicio da semana, da Orientação da Direção-Geral da Saúde e da Circular Informativa Conjunta DGS/INFARMED/INSA, passou a estar definido que “todos os doentes com suspeita de infeção por SARS-CoV-2 devem realizar teste laboratorial para SARS-CoV-2 em amostras do trato respiratório (superior e/ou inferior)”.

Até esta norma entrar em vigor está estipulado que serão indicados para teste apenas aqueles que têm razões clínicas ou epidemiológicas para o fazer. Enquanto que as razões clínicas se prendem com a pertença a um grupo de risco, as razões epidemiológicas referem-se ao facto de o contacto de alto risco trabalhar num contexto no qual é particularmente propenso a poder disseminar a doença, por exemplo num lar.

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2 – Um contacto de alto risco, com indicação para ser testado, obterá resultados mais fidedignos quanto mais cedo for testado?

O tempo de incubação do novo coronavírus varia entre dois a 14 dias, por isso, como explica Ricardo Mexia, presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública, “se for testado no dia a seguir ao contacto, é virtualmente impossível ter um teste positivo, ou seja, não deve fazer o teste imediatamente”. O médico refere que o profissional de saúde, encarregado de dar seguimento ao processo, dará indicação ao contacto da data em que o teste deve ser realizado. “Não há um dia específico, ainda que saibamos que a maioria dos casos ocorre ao fim de cinco ou seis dias”, revela.

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3 – Quanto tempo deve o contacto de alto risco ficar em isolamento profilático?

Catorze dias desde o último contacto com o infetado, sendo que a Direção-Geral da Saúde encontra-se a estudar a possibilidade de reduzir estes período para dez dias.

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4 – A realização de um teste à Covid, por decisão própria do contacto de alto risco, durante o período dos 14 dias, pode reduzir esse período, caso o teste resulte negativo?

“É irrelevante”, afirma Ricardo Mexia, e explica, “em Portugal, como os contactos, por exemplo para voltarem ao trabalho, não são obrigados a ter um teste negativo, apenas a cumprir o isolamento profilático de 14 dias, sempre que não apresentem sintomas, um teste negativo não vai alterar o tempo que foi definido pela DGS para este isolamento. Ele tem sempre de ser feito”.

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5 Qual o período de isolamento para um doente sintomático que teste positivo à Covid-19?

Desde 14 de outubro que os doentes sintomáticos com doença ligeira ou moderada passam a ter de cumprir um período de isolamento de apenas 10 dias, desde que não estejam a tomar medicamentos para baixar a febre (antipiréticos) e tenham uma melhoria dos sintomas durante três dias seguidos. O período de isolamento termina sem ser necessário realizar um teste à Covid-19.

Já os doentes com doença grave ou crítica, ou ainda os imunodepressivos (independentemente da gravidade da doença) passam a cumprir um isolamento de 20 dias desde o início dos sintomas, ao fim dos quais, se não tomarem medicamentos para baixar a febre (antipiréticos) e tiverem uma melhoria dos sintomas, durante três dias seguidos, podem terminar o isolamento sem realizar um teste à Covid.

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6 – Quantos dias tem um doente assintomático de aguardar em isolamento?

Desde dia 14 de outubro que, segundo uma atualização à norma da Direção Geral de Saúde (DGS) sobre “Abordagem do Doente com Suspeita ou Confirmação de Covid-19”, os assintomáticos passam a estar 10 dias em isolamento, em vez de 14, os quais começam a ser contabilizados a partir do dia em que o doente recebe o resultado do teste laboratorial que estabeleceu o diagnóstico de Covid-19. O período de isolamento termina sem ser necessário realizar um novo teste.

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7 – Quem necessita de um teste negativo à Covid-19 para terminar o isolamento?

Os profissionais de saúde ou prestadores de cuidados de elevada proximidade a doentes vulneráveis que iniciam atividade laboral após o fim do isolamento, doentes que vão ser admitidos em Estruturas Residenciais para Pessoas Ideosas, unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados ou unidades de cuidados paliativos ou ainda doentes com necessidade de transferência intra-hospitalar para áreas não dedicadas a doentes Covid-19.

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8 – Quem deve usar estes testes?

Ainda não está decidido em Portugal, mas o presidente da Associação de Médicos de Saúde Pública não tem qualquer dúvida ao afirmar que, “como têm de ser feitos com uma colheita de uma zaragatoa de nasofaringe, significa que não são propriamente fáceis de realizar por alguém que não seja um profissional de saúde habilitado a fazê-lo”.

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9 – Qual a diferença relativamente aos restantes?

Estes testes não precisam de ser processados em laboratório e, por isso, os resultados são muito rápidos de obter. Isto não quer dizer que não sejam seguros, sobretudo nos casos positivos.

A sua principal mais-valia será a redução e o esperado contributo para a “controlar ainda mais a transmissão da doença e prevenir e mitigar o impacto da doença no sistema de saúde, nos seus serviços e nas populações mais vulneráveis”, como explicou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, em conferência de imprensa.

Estes testes não precisam de ser processados em laboratório e, por isso, os resultados são muito rápidos de obter. Isto não quer dizer que não sejam seguros, sobretudo nos casos positivos.

A sua principal mais-valia será a redução e o esperado contributo para a “controlar ainda mais a transmissão da doença e prevenir e mitigar o impacto da doença no sistema de saúde, nos seus serviços e nas populações mais vulneráveis”, como explicou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, em conferência de imprensa.

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10 – Onde poderão ser realizados?

De acordo com a a Estratégia Nacional de Testes para SARS-CoV-2, deverão ser usados essencialmente em situações de surtos em escolas e lares, onde é preciso obter resultados com maior rapidez para aplicar medidas de saúde pública adequadas. É ainda previsivél que os mesmos possam ser necessários em situações de urgência social, tal como em crianças em risco ou vítimas de violência.

Segundo o documento, “os testes devem ser realizados pelas equipas de Saúde Pública indicadas para a intervenção rápida (incluindo a obtenção de resultados dos testes laboratoriais utilizados em menos de 12 horas), em articulação intersectorial com os parceiros municipais, ou outras, de forma a implementar rapidamente as medidas adequadas de saúde pública”.

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Fonte (Visão): https://bit.ly/2JtUWV6

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