COVID19 Perguntas Frequentes

COVID-19: Perguntas Frequentes

Neste artigo respondemos a algumas das perguntas mais frequentes sobre COVID-19.

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Perguntas Básicas

O novo coronavírus, designado SARS-CoV-2, foi identificado pela primeira vez em dezembro de 2019 na China, na cidade de Wuhan. Este novo agente nunca tinha sido identificado anteriormente em seres humanos. A fonte da infeção é ainda desconhecida.

Ainda está em investigação a via de transmissão. A transmissão pessoa a pessoa foi confirmada e já existe infeção em vários países e em pessoas que não tinham visitado o mercado de Wuhan. A investigação prossegue.

Não. SARS-CoV-2 é o nome do novo vírus e significa Severe Respiratory Acute Syndrome (Síndrome Respiratória Aguda Grave) – Coronavírus – 2. Existe outro coronavírus que causa uma Síndrome Respiratória Aguda Grave, que foi identificado em 2002, este é chamado “SARS-CoV”, por isso o Novo Coronavírus é designado por “SARS-CoV-2”. COVID-19 (Coronavirus Disease) é o nome da doença e significa Doença por Coronavírus 2019, fazendo referência ao ano em que foi descoberta.

Segundo as informações publicadas pelas autoridades internacionais, a fonte da infeção é desconhecida e ainda pode estar ativa. A maioria dos casos está associada a um mercado em Wuhan (Wuhan’s Huanan Seafood Wholesale Market), específico para alimentos e animais vivos (peixe, mariscos e aves). O mercado foi encerrado a 1 de janeiro de 2020. Como os primeiros casos de infeção estão relacionados com pessoas que frequentaram este mercado, suspeita-se que o vírus seja de origem animal, mas não há certezas. Isto porque já foram confirmadas infeções em pessoas que não tinham visitado este mercado. A investigação prossegue.

Sim. Em anos anteriores foram identificados alguns coronavírus que provocaram surtos e infeções respiratórias graves em humanos. Exemplos disto foram:
• entre 2002 e 2003 a síndrome respiratória aguda grave (infeção provocada pelo coronavírus SARS-CoV);
• em 2012 a síndrome respiratória do Médio Oriente (infeção provocada pelo coronavírus MERS-CoV).

A avaliação de risco encontra-se em atualização permanente, de acordo com a evolução do surto. O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) e a Direção-Geral da Saúde (DGS) emitem comunicados diários com o sumário da informação e recomendações mais recentes.

A maioria das pessoas infetadas apresentam sintomas de infeção respiratória aguda ligeiros a moderados:
• Febre (T>37,5ºC)
• Tosse
• Dificuldade respiratória (Falta de ar)

Em casos mais graves pode causar pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência renal e de outros órgãos, e eventual morte. Contudo, a maioria dos casos recupera sem sequelas.

O SNS24 é o contacto ideal para os casos suspeitos de COVID-19 porque encaminha os doentes para o local mais adequado. Este é o contacto mais importante e organizado.

Os centros de saúde estão preparadas para ajudar os seus doentes e usar o telefone é o meio mais correto para contactar com o médico de família nestes dias difíceis.

Os utentes sem suspeita de COVID-19 devem contactar o seu centro de saúde preferencialmente por telefone ou por email. Apenas se devem deslocar quando for absolutamente necessário ou indicação do médico ou enfermeiro após contacto telefónico.

Os utentes com suspeita de COVID-19 devem contactar a linha SNS24.

Os utentes habituais sabem o número de telefone da sua unidade de saúde mas é fácil ver o número de cada unidade de saúde na internet ou ligar para o 118.

As pessoas sem médico de família atribuído estão inscritas numa unidade de saúde ou num centro de saúde e deverão igualmente contactar por telefone, apesar de não terem uma equipa de saúde fixa atribuída.

Os cidadãos estrangeiros ou nacionais que não estão inscritos num centro de saúde deverão contactar o SNS24 mesmo que não seja por suspeita de COVID-19. A linha SNS24 é dedicada a todos os esclarecimentos e encaminhamentos de saúde.

Pode durar até cinco semanas. Consideramos uma pessoa curada quando apresentar dois testes diagnósticos consecutivos negativos. Os testes são realizados com intervalos de 2 a 4 dias, até haver resultados negativos. A duração depende de cada doente, do seu sistema imunitário e de haver ou não doenças crónicas associadas, que alteram o nível de risco.

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Transmissão da Doença

Quando é feito o diagnóstico de COVID-19 a uma pessoa, as autoridades de saúde fazem um inquérito epidemiológico para, entre outras informações, perceberem qual a fonte da infeção. Quando não se consegue identificar essa fonte, ou seja, quem transmitiu o vírus, diz-se que estamos perante uma área de transmissão comunitária.

Estima-se que o período de incubação da doença (tempo decorrido desde a exposição ao vírus até ao aparecimento de sintomas) seja entre 2 e 14 dias. A transmissão por pessoas assintomáticas (sem sintomas) ainda está a ser investigada.

Os seguintes casos podem ser considerados como contactos próximos:

• Pessoa com exposição associada a cuidados de saúde, nomeadamente a prestação de cuidados diretos a doente com COVID-19 ou o contacto em ambiente laboratorial com amostras de COVID-19;

• Contacto em proximidade ou em ambiente fechado com um doente com COVID-19 (ex: sala de aula);

• Pessoas que viagem com doente com COVID-19, como por exemplo:

  1. companheiros de viagem num avião: as pessoas que estão dois lugares à esquerda ou à direita do doente, 2 lugares nas duas filas consecutivas à frente do doente e dois lugares nas duas filas consecutivas atrás do doente e tripulantes de bordo que serviram a secção do doente;
  2. companheiros de viagem num navio: pessoas que partilharam a mesma cabine e tripulantes de bordo que serviram a cabine do doente.
  3. Ou outros meios de transporte (autocarros, comboios…)

A Autoridade de Saúde pode considerar como contato próximo outros indivíduos não definidos nos pontos anteriores (a avaliação é feita caso a caso).

Não. De acordo com informação da Organização Mundial da Saúde (OMS), não há evidência de que os animais domésticos, tais como cães e gatos, tenham sido infetados e que, consequentemente, possam transmitir o COVID-19.

Os coronavírus transmitem-se, geralmente, de pessoa para pessoa através de gotículas respiratórias. De acordo com a European Food Safety Authority (EFSA) “as experiências dos surtos anteriores com coronavírus, nomeadamente com o coronavírus SARS-CoV e com o coronavírus MERS-CoV, mostram que a sua transmissão não ocorreu através do consumo alimentar”.

Atualmente, não há evidência que suporte a transmissão do COVID-19 pelos alimentos.

Porém, aplicando o princípio da precaução, a manutenção e o reforço das boas práticas de higiene e segurança alimentar durante a manipulação, preparação e coinfecção dos alimentos é recomendada.

Assumindo o princípio da precaução, a OMS publicou no seu site algumas recomendações relativas às boas práticas de higiene e segurança alimentar e, a nível nacional, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), publicou o comunicado – Pode o novo tipo de coronavírus ser transmissível através da Comida?

Destas orientações relativas à preparação, confeção e consumo de alimentos, destaca-se o reforço das seguintes boas práticas de higiene:

  • Lavagem frequente e prolongada das mãos (com água e sabão durante 20 segundos), seguida de secagem apropriada evitando a contaminação cruzada (por exemplo fechar a torneira com uma toalha de papel ao invés da mão que a abriu enquanto suja)
  • Desinfeção apropriada das bancadas de trabalho e das mesas com produtos apropriados
  • Evitar a contaminação entre comida crua e cozinhada
  • Cozinhar e “empratar” a comida a temperaturas apropriadas e lavar adequadamente os alimentos crus
  • Evitar partilhar comida ou objetos entre pessoas durante a sua preparação, confeção e consumo

A ASAE irá continuar a acompanhar esta situação de forma contínua e sempre que se justifique emitirá novos comunicados ou documentos técnicos.

Ainda não é conhecido se o clima ou a temperatura afetam a propagação do COVID-19. Outros vírus, por exemplo os que causam gripe, têm uma maior propagação durante os meses mais frios. Contudo, isso não significa que não se fique doente devido a estes vírus durante os restantes meses.

De momento, não há evidência de que a propagação do COVID-19 irá diminuir quando o clima ficar mais quente. Ainda há muito para aprender sobre o modo de transmissão, a gravidade e outras informações relacionadas com o COVID-19, e há investigações em curso.

O risco de contrair COVID-19 a partir de alguém sem sintomas é muito baixo. No entanto, muitas pessoas infetadas apresentam apenas sintomas ligeiros, sobretudo na fase inicial da doença. Portanto, é possível contrair o vírus de alguém que tenha apenas uma tosse ligeira, por exemplo, e não se sinta doente.As crianças podem transmitir a infeção e doença por COVID-19?
Sim, as crianças infetadas com SARS-CoV-2 ou que estejam em fase de incubação também transmitem a doença. Pela acentuada proximidade entre as crianças, o contacto muito próximo durante a brincadeira e partilha de brinquedos com gotículas e secreções, podem ser um grande transmissor da COVID-19. Como as crianças mais pequenas são vulneráveis e não têm ainda a capacidade de se defenderem e de tomarem decisões sobre a sua própria proteção, os adultos devem assegurar os cuidados necessários para diminuir a probabilidade de transmissão.

Não se sabe ao certo quanto tempo o vírus que causa a COVID-19 sobrevive nas superfícies, mas parece comportar-se como outros coronavírus. Os estudos sugerem que os coronavírus (incluindo informação preliminar sobre o vírus da COVID-19) podem persistir em superfícies de algumas horas a vários dias. Isto pode variar dependendo das condições, como por exemplo o tipo de superfície, a temperatura ou humidade do ambiente.
Na nossa própria casa ou em espaços públicos, a frequência de limpeza deve ser aumentada, precisamente para que não haja acumulação de vírus nas superfícies. Deve utilizar-se detergente e desinfetante comum de uso doméstico – é suficiente usar lixívia ou álcool.Podemos partilhar copos de bebida?
Não – não deve partilhar com outras pessoas, quaisquer objetos de uso pessoal, incluindo os copos de bebidas. A transmissão do vírus faz-se através das nossas mucosas (boca, olhos e nariz).

O contágio não é pelo ar, mas sim através de secreções respiratórias ou gotículas que são expelidas por uma pessoa infetada e/ou durante a realização de procedimentos médicos invasivos produtores de aerossóis. As gotículas que a pessoa expele podem entrar diretamente pela boca, olhos ou nariz e provocar infeção.
Cumprir o distanciamento social aconselhado pela Direção-Geral da Saúde ou ficar em casa são boas medidas para prevenir a infeção nesta fase.
As superfícies metálicas ou outras não transmitem diretamente o vírus. Só transmitem o vírus se se tocar com as mãos numa superfície suja ou com secreções respiratórias ou gotículas que contenham partículas virais e se levar, posteriormente, as mãos à boca, ao nariz ou aos olhos. Se as superfícies forem lavadas regularmente evita-se esse contágio.

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Testes e Tratamentos

Atualmente não existe vacina contra o SARS-CoV-2. Sendo um vírus recentemente identificado, estão em curso as investigações para o seu desenvolvimento.

O tratamento para a infeção por este novo coronavírus é dirigido aos sinais e sintomas que os doentes apresentam.

Não, os antibióticos são dirigidos a bactérias, não tendo efeito contra vírus. O SARS-CoV-2 é um vírus e, como tal, os antibióticos não devem ser usados para a sua prevenção ou tratamento. Não terá resultado e poderá contribuir para o aumento das resistências a antimicrobianos (antibióticos).

80% dos casos de COVID-19 apresentam sintomatologia ligeira (febre, rinorreia (pingo no nariz), cefaleia (dores de cabeça), mialgias (dores no corpo), sintomas ligeiros de constipação.
Apenas 15% dos casos apresentam um quadro grave, com pneumonia, dificuldade respiratória, com necessidade de internamento e eventualmente cuidados intensivos com necessidade de ventilação e 5% representam casos críticos.
A maioria dos óbitos foram verificados nas pessoas mais idosos (a maioria acima dos 80 anos) e com outras comorbilidades (outras doenças crónicas).

Se desenvolver um quadro respiratório agudo de tosse (persistente ou agravamento de tosse habitual), ou febre (temperatura ≥ 38.0ºC), ou dispneia / dificuldade respiratória, deve ligar para a Linha SNS24 ou para linhas telefónicas concebidas para o efeito nas Unidades de Saúde Familiares ou Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados.
Após este contacto e validação da história clínica, os profissionais de saúde irão determinar se é necessário ser testado para COVID-19.

Os doentes são encaminhados, de acordo com a sua gravidade clínica, para autocuidados, em isolamento do domicílio e sob vigilância, ou para avaliação médica, em Áreas Dedicadas COVID-19 (ADC) nos cuidados de saúde primários ou nas urgências, ou para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).É necessário o internamento em todos os casos?
Não. Nem todos os casos confirmados de COVID-19 necessitam de internamento, desde que apresentem um caso clínico ligeiro e estável, tenham condições para permanecer em casa e esteja garantido o acompanhamento da equipa de saúde no domicílio.

Todos os hospitais poderão servir como unidades de internamento desde que reúnam as condições adequadas para o tratamento de doentes com COVID-19.

O reporte é feito pelos médicos, uma vez que têm de notificar obrigatoriamente numa plataforma, a plataforma SINAVE.

Este número é variável, depende das necessidades diárias, que são crescentes com a evolução da epidemia.

Existe evidência de que o organismo humano vai ganhando imunidade após contacto com o vírus, após contrair doença, efeito esse que pode ser ampliado quando houver uma vacina.

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Medidas de Prevenção

O vírus não tem nacionalidade, idade ou género, por isso todos corremos o risco de contração deste novo coronavírus.

Ainda assim, as pessoas que correm maior risco de doença grave por COVID-19 são os idosos e pessoas com doenças crónicas (ex.: doenças cardíacas, diabetes e doenças pulmonares).

Se tiver risco de doença grave por COVID-19, deve:

• Tomar precauções diárias (ex.: medidas de etiqueta respiratória), evitando o contacto próximo com outras pessoas;
• Afastar-se de pessoas doentes;
• Limitar o contacto social e evitar multidões;
• Lavar frequentemente as mãos.

Se houver um cluster na sua comunidade, evite o contacto próximo com pessoas e, se possível, mantenha-se em casa. Preste atenção aos sinais e sintomas. Se ficar doente, permaneça em casa e ligue para o SNS24.

De acordo com a situação atual em Portugal, não está indicado o uso de máscara para proteção individual, exceto nas seguintes situações:
• Suspeitos de infeção por COVID-19;
• Pessoas que prestem cuidados a suspeitos de infeção por COVID-19.

A Direção-Geral da Saúde não recomenda, até ao momento, o uso de máscara de proteção para pessoas que não apresentam sintomas (assintomáticas). O uso de máscara de forma incorreta pode aumentar o risco de infeção, por estar mal colocada ou devido ao contacto das mãos com a cara. A máscara contribui também para uma falsa sensação de segurança.

A utilização de máscara contribui também para uma falsa sensação de segurança.

Em primeiro lugar, lembre-se: só deve usar máscara se tiver indicação para isso. Se lhe for indicada pelo profissional de saúde, evite máscaras de pano, que podem acumular resíduos ou até partículas infeciosas, fazendo com que aumente o risco de disseminação do vírus.
Antes de colocar a máscara, deve lavar bem as mãos. Verifique se a máscara está perfeitamente ajustada ao seu rosto e evite tocar-lhe enquanto está a usá-la. Mude de máscara quando estiver suja ou húmida e lave bem as mãos antes de retirá-la.
E lembre-se: o uso da máscara só é adequado se for aplicado conjuntamente com a higiene das mãos, a etiqueta respiratória, a limpeza das superfícies e o distanciamento social.

O uso de luvas na rua não é eficaz. Se foram usadas inadequadamente, as luvas podem ser um veículo de transmissão do vírus, em vez de serem um meio de proteção. Quando não indicado, o uso de luvas representa um desperdício de recursos.
O mais importante para evitar a transmissão do vírus é lavar as mãos com frequência e sempre que estiverem sujas.

As luvas devem ser usadas para a limpeza de casas de banho ou de outras superfícies com lixívia ou outros desinfetantes, quando é cuidador de um doente com COVID-19 ou, se for profissional de saúde, ao executar procedimentos que envolvam contacto direto com a pele não intacta, mucosas ou fluídos corporais.

Lave muito bem as mãos antes e enquanto está a confecionar as refeições. Tenha o cuidado de lavar adequadamente os alimentos crus e cozinhar e empratar a comida a temperaturas adequadas.
Não partilhe comida ou objetos entre pessoas durante a sua preparação, confeção e consumo. Em todos os momentos, adote as medidas de etiqueta respiratória. Evite a contaminação entre comida crua e cozinhada.

Se vai viajar em transportes, o que se recomenda é que:
· Garanta uma distância mínima das outras pessoas;
· Se posicione costas com costas face a outras pessoas
· Utilize máscara APENAS se tiver problemas de saúde.
· Evite levar as mãos à boca, olhos ou nariz;
· Vire a cara para o lado, se alguém estiver a tossir à sua frente e peça à pessoa que está a tossir que o faça para um lenço ou para o braço ou paras o cotovelo;
· Desinfete as suas mãos com uma solução à base de álcool ou lave as mãos assim que possível.
· Se o transporte estiver lotado pode, sempre que possível, aguardar pelo próximo.

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Viagens

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Grupos de Risco

Sim. Qualquer pessoa com diabetes, independentemente da sua idade, tem sempre um maior risco, se ficar doente com COVID-19, embora o risco seja sempre superior nos mais idosos.
Uma criança ou jovem com diabetes tipo 1, pela sua doença, apresenta um risco superior ao de uma criança ou jovem saudável.

Neste momento não se recomenda que as crianças estejam com os avós por serem considerados um grupo vulnerável. Apesar de as crianças serem menos afetadas por esta doença e de terem sintomas mais ligeiros, podem transmitir o vírus a outros.
É preferível que crianças e avós vão falando através de redes sociais, chats e por telemóvel durante esta fase de transmissão da doença.

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Isolamento

Deve permanecer em casa. Não deve dirigir-se ao trabalho, à escola ou a espaços públicos. Permaneça numa divisão própria e evite contactar com outros em espaços comuns. Não partilhe pratos, copos, utensílios de cozinha, lençóis ou outros objetos pessoais.
Quando estiver com outras pessoas, utilize máscara. Cumpra as recomendações de lavagem das mãos e de etiqueta respiratória. Monitorize os sintomas e coloque os seus resíduos num saco próprio.

Deve ser evitado o contacto com a pessoa com sintomas, especialmente se pertencer aos grupos vulneráveis: idosos, doentes crónicos, imunossuprimidos e grávidas. Preferencialmente, deve ser uma única pessoa a cuidar de quem está doente.
Após o contacto com o paciente ou com o seu espaço, lave as mãos com sabão e água ou com uma solução à base e álcool. Desinfete com frequência torneiras, interruptores e maçanetas das portas, especialmente se a pessoa doente usar espaços comuns.

Não. Apenas deve frequentar a habitação quem coabitar com a pessoa com COVID-19. Em caso de necessidade de contacto urgente com alguém que não coabite com a pessoa em isolamento, o contacto deve ser feito por telefone.

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Tabaco

Não existem estudos que confirmem esta questão. No entanto, se a pessoa fumadora já tiver problemas respiratórios ou cardíacos, isso pode contribuir para o agravamento da situação clínica, caso se infete com COVID-19. Um fumador de longa data já apresenta alterações pulmonares que podem estar associadas a quadros de pneumonia em caso de infeção por COVID-19.

É preciso avaliar os riscos clínicos caso-a-caso, porque a resposta de cada indivíduo à infeção vai ser muito variável. No entanto, sabe-se que uma pessoa exposta a fumo passivo durante 8 horas por dia tem riscos semelhantes aos de uma pessoa que fume 10 cigarros.

A recuperação da capacidade pulmonar não é imediata. Mas qualquer pessoa que decide deixar de fumar deve fazê-lo porque fará sempre a diferença (cancro, AVC, enfarte agudo do miocárdio, DPOC e outras comorbilidades) e terá sempre benefícios para a sua saúde – a curto e longo prazo.

Sim, não deve partilhar com outras pessoas, quaisquer objetos de uso pessoal, incluindo o tabaco. A transmissão do vírus faz-se através das nossas mucosas (boca, olhos e nariz).

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Estigma

As pessoas podem estar preocupadas com amigos e familiares que vivem ou visitam áreas afetadas pelo COVID-19. O medo e a ansiedade podem levar ao estigma social, por exemplo, em relação a chineses ou outros asiáticos, ou a pessoas em quarentena.

O estigma refere-se à discriminação em relação a um grupo de pessoas, um lugar ou uma nação. Este está associado à falta de conhecimento sobre o modo de transmissão da COVID-19, à necessidade de atribuir culpa, ao medo da doença e da possível morte e aos boatos e mitos disseminados.

O estigma provoca sofrimento, aumentando o medo ou a raiva em relação a pessoas comuns, em vez de haver um foco na doença que está a causar o problema.

As pessoas podem combater o estigma e ajudar outras pessoas, fornecendo-lhes suporte social. O combate ao estigma pode ser feito através da aprendizagem e da partilha de factos sobre o COVID-19.

Deve comunicar-se o facto de que os vírus não têm como alvos grupos raciais ou étnicos específicos, bem como o modo de transmissão do COVID-19.

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Gravidez

Nos trabalhos científicos publicados, não existe informação sobre a suscetibilidade de mulheres grávidas ao COVID-19. As grávidas sofrem alterações imunológicas e fisiológicas que as podem tornar mais suscetíveis a infeções respiratórias virais, incluindo o COVID-19. Durante a gravidez, as mulheres também podem estar em risco de doença grave, morbilidade ou mortalidade em comparação com a população em geral, como observado em casos de outras infeções relacionadas com coronavírus [incluindo coronavírus da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV) e coronavírus da síndrome respiratória do Médio Oriente (MERS- CoV)] e outras infeções respiratórias virais, como a gripe (influenza).

As mulheres grávidas devem empenhar-se em ações preventivas habituais para evitar infeções, tais como lavar as mãos frequentemente e evitar as pessoas doentes, ou casos suspeitos que estejam sob vigilância. Devem respeitar a distância recomendada entre pessoas próximas (1 metro).

Não temos informações sobre resultados adversos da gravidez em mulheres grávidas com COVID-19. Foi observada perda gestacional, incluindo aborto espontâneo e nado-morto, em casos de infeção por outros coronavírus [SARS-CoV e MERS-CoV] durante a gravidez. Sabe-se que a febre alta durante o primeiro trimestre da gravidez pode aumentar o risco de certos defeitos congénitos.

As profissionais de saúde grávidas devem seguir as diretivas de avaliação de risco e controlo de infeção destinadas a profissionais de saúde expostos a pacientes com suspeita ou confirmação de COVID-19. A adesão às práticas recomendadas de prevenção e controle de infeção é uma parte importante da proteção de todos os profissionais de saúde em ambientes de saúde. As informações sobre COVID-19 na gravidez são muito limitadas; os serviços podem querer considerar a limitação da exposição da profissional de saúde grávida a pacientes com COVID-19 (confirmado ou suspeito), especialmente durante a execução de procedimentos de maior risco (por exemplo, procedimentos que geram a produção de partículas de aerossóis), se possível, com base na disponibilidade de pessoal.

Pensa-se que o vírus que causa o COVID-19 se espalha principalmente por contato próximo com uma pessoa infetada através de gotículas respiratórias. Ainda não se sabe se uma mulher grávida com COVID-19 pode transmitir o vírus que causa o COVID-19 ao feto ou ao recém-nascido por outras vias de transmissão vertical (antes, durante ou após o parto). No entanto, em séries limitadas de casos recentes de bebés nascidos de mães com COVID-19 publicados na literatura revista por pares, existem descritos dois casos com resultados positivos para a infeção por COVID-19, um recém-nascido nas primeiras 30h e o segundo nas 48 h, mas não é certo qual a via de contágio. Em estudos retrospetivos de uma série pequena de casos, o vírus não foi detetado em amostras de líquido amniótico, sangue do cordão ou leite materno.

É limitada a informação disponível sobre a transmissão vertical relativamente a outros coronavírus (MERS-CoV e SARS-CoV), mas a transmissão vertical não foi relatada para essas infeções.

Com base num número limitado de casos reportados, foram observadas complicações em crianças (por exemplo, parto prematuro) em bebés nascidos de mães infetadas com COVID-19 durante a gravidez. No entanto, não é claro que essas complicações estejam relacionadas com a infeção materna e, neste momento, o risco de complicações nas crianças não é conhecido. Tendo em conta que os dados disponíveis relativamente ao COVID-19 durante a gravidez são limitados, o conhecimentos das complicações relacionadas com outras infeções respiratórias virais podem fornecer algumas informações. Por exemplo, outras infeções virais respiratórias que ocorrem durante a gravidez, como a gripe, têm sido associadas a complicações neonatais, incluindo baixo peso ao nascer e prematuridade. Além disso, ter uma constipação ou gripe com febre alta no início da gravidez pode aumentar o risco de certas malformações congénitas.

Mulheres com outras infeções por coronavírus, SARS-CoV e MERS-CoV, durante a gravidez, têm tido bebés prematuros e/ou pequenos para a idade gestacional.

No momento, não há informações sobre os efeitos a longo prazo na saúde nem para bebés com COVID-19 nem para os que estiveram expostos no útero ao COVID-19. Em geral, a prematuridade e o baixo peso ao nascer estão associados a complicações de saúde a longo prazo.

A transmissão de pessoa a pessoa por contato próximo com uma pessoa com COVID-19 confirmado ocorre principalmente através de gotículas respiratórias produzidas quando uma pessoa com infeção tosse ou espirra.
Em séries limitadas de casos relatados até ao momento, não foi encontrada evidência de vírus no leite materno de mulheres com COVID-19. Não há informação disponível sobre a transmissão do vírus que causa o COVID-19 através do leite materno (isto é, se o vírus infecioso está presente no leite materno de uma mulher infetada).

Em relatos limitados de mulheres lactantes infetadas com SARS-CoV, o vírus não foi detetado no leite; no entanto, foram detetados em pelo menos uma amostra de anticorpos contra SARS-CoV.

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Fonte (DGS): https://bit.ly/3c1kRMZ

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