Indicadores disfuncionais na ótica da gestão de recursos humanos que merecem maior atenção

Absentismo frequente

Como sabemos o absentismo e/ou o presentismo são hoje considerados problemas que as organizações enfrentam. Porque o trabalhador está sistematicamente a faltar ao serviço, arranjando atestados médicos, baixas fraudulentas, alegando motivos pessoais e familiares etc., ou porque o trabalhador está no serviço mas encontra-se completamente alheado da sua funcionalidade, refugiando-se na sua área de conforto, tentando passar despercebido quer dos colegas, quer das chefias. Dedica-se às redes sociais e a causas pessoais. Vive para o seu interior e tudo o resto passa-lhe ao lado.

Para REVERTER, devem os gestores de áreas (que são efetivamente gestores de recursos humanos) tentar promover um ambiente de trabalho que cuide da saúde física e mental da força de trabalho (ligação direta ao departamento de segurança e saúde no trabalho), promovendo uma estratégia de saúde e bem-estar que minimize e estimule hábitos saudáveis de vida, combatendo situações de stress, depressão e distúrbios músculo-esqueléticos.

Devem fazer uma gestão caso a caso, pois todos são diferentes, todos têm um percurso histórico e familiar diferente, todos têm motivações e expectativas diferentes. Só assim haverá mais compromisso e consequentemente menos absentismo.

Baixos índices de socialização

Há muita infelicidade nos locais de trabalho porque os trabalhadores não conseguem socializar-se. Estes consideram-os sempre uma ameaça e criam “quintas” e murais para se defenderem procurando as suas zonas de conforto.

Para REVERTER, as chefias devem promover o trabalho em equipa, evitando mobilidades tentando assim fortalecer os laços efetivos. A promoção de atividades em grupo outdoor é fundamental para fortalecer o espírito de grupo.

Desmotivação e aumento de erros

A desmotivação e a falta de compromisso – engagement, e o fato de não fazer nada além do mínimo exigido são sinais que a gestão de pessoal está errada.

Para REVERTER deve-se promover mais o diálogo e o conhecimento entre a chefia e o trabalhador.

Dar mais iniciativa e autonomia aos trabalhadores, promover ações de formação onde os trabalhadores além de aperfeiçoarem o seu conhecimento profissional, estão com outros colegas interagindo, auscultar em sessões de brainstorming os trabalhadores face a potenciais sugestões, propostas e expetativas dos mesmos, entre outras ações de gestão.

Não se promove o feedback

“Imagine um trabalhador que envia um mail (na sua ótica) importante para a sua chefia e esta não lhe responde!”

Ou seja, se não se promover a interação uns com os outros, provavelmente irá surgir desmotivação e desinteresse por parte dos trabalhadores.

Se o trabalhador executar um projeto, entrega-lo para análise e diferimento e, passadas duas a três semanas não encontrar qualquer forma de feedback, ele, trabalhador, irá deduzir que o seu projeto não é valorizado.

Para REVERTER, deve a gestão de topo promover uma filosofia de resposta institucional, mas também valorizando o feedback e outras formas formais e informais de comunicação.

Os trabalhadores andam à procura de outra atividade profissional e/ou emprego

Apesar de ser um sinal pouco percetível, existem sempre indicadores, na maioria informais, que nos dão conta do clima organizacional existente por via dos desabafos e desilusões de alguns trabalhadores. Claro que, em termos formais, o fato de existir muita rotatividade (pedidos de mobilidade interna), é per si, um indicador disfuncional de clima organizacional.

Muitas vezes não são apenas questões salariais que ditam esta vontade de desvinculação, o clima deteriorado, o subaproveitamento dos recursos humanos, a aposta no “homem errado para a função errada”, são indicadores de disfuncionalidade gestionária.

Para REVERTER deve-se realizar inquéritos internos (anónimo ou não) de aferição do índice de satisfação (ou não) dos trabalhadores, procurando posteriormente corrigir anomalias e aperfeiçoando o modelo de gestão.

Desistir, fugir, esconder-se fazem os fracos. Os fortes assumem as responsabilidades e preparam-se para a superação

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