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Os desafios da alergia alimentar na comunidade

Resumo
A alergia alimentar é uma problemática crescente e atualmente o seu tratamento primordial consiste na evicção dos alimentos implicados. Contudo, e tendo em conta a falta de informação e educação e o carácter ubiquitário dos alergénios, as exposições acidentais não são incomuns. O medo de uma reação potencialmente fatal e a necessidade de uma evicção adequada levam na maioria dos casos à limitação de atividades sociais e de lazer. Este trabalho pretende ser uma revisão sobre os desafios da alergia alimentar na comunidade e também uma reflexão sobre as possíveis medidas a serem tomadas e a necessidade de uma ação estratégica tendo em vista a educação e prevenção da exposição acidental. A implementação das ferramentas efetivas de evicção é essencial para um melhor controlo da alergia alimentar, prevenção de anafilaxia, e para melhoria na qualidade de vida dos indivíduos com alergia alimentar.

Introdução
A alergia alimentar é um problema crescente de saúde pública e de segurança alimentar, sendo as alergias alimentares mais comuns a alergia ao leite, ovo, amendoins e frutos de casca rija, peixe, marisco, trigo e soja, sendo estes os alimentos responsáveis por cerca de 90% das reações alérgicas [1].

Atualmente, o tratamento primordial da alergia alimentar é a evicção do(s) alimento(s) implicado(s) [2]. Desta forma, a presença não intencional de alergénios em produtos alimentares dificulta, não só, o cumprimento da dieta de evicção, como pode levar também à ocorrência de anafilaxia [3]. Uma reação anafilática pode por em risco a vida do doente caso não exista uma resposta adequada e atempada, nomeadamente através da administração de adrenalina, o tratamento de primeira linha para a anafilaxia[4].

Neste ponto, sabemos também que os alimentos são umas das principais causas de reações anafiláticas [5, 6], e a primeira em idade pediátrica nomeadamente em Portugal [7-9].

No que respeita à ocorrência de reações, sabe-se que a exposição acidental aos alergénios não é incomum [10], devido, sobretudo, à natureza ubiquitária de alguns dos alergénios mais prevalentes como o leite ou o ovo, e a uma generalizada falta de informação e educação nesta área [11, 12]. Adicionalmente, a literatura tem mostrado que um nú-mero cada vez maior de reações ocorre em locais comunitários, como escolas e restaurantes [6, 13, 14], o que sublinha o desafio da alergia alimentar na comunidade e o importante papel do “mundo fora de casa” na rotina do doente com alergia alimentar [15].

Assim, o compromisso e a educação de todos os intervenientes na comunidade, desde a escola até aos operadores económicos e turísticos, são cruciais para a promoção da segurança da pessoa com alergia alimentar e para a minimização do impacto psicossocial da doença [16-18].

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Alergia alimentar na Escola

A alergia alimentar é uma problemática comum no ambiente escolar [19]. Tendo em conta que as crianças portuguesas são das que passam mais tempo na escola [20], é importante assegurar a preparação das instituições de ensino para receber e apoiar os estudantes com alergia alimentar. Inclusivamente, dados reportam que cerca de 24% das crianças com historial de anafilaxia, experienciaram o seu primeiro episódio na escola [21].

Além da necessidade de garantir a segurança dos alunos nas cantinas, o que encerra os problemas descritos no ponto anterior, as escolas têm uma responsabilidade adicional na integração e na educação para a saúde dos seus alunos. Contudo, a maioria das instituições de ensino não estão convenientemente preparadas para receber os alunos com alergia alimentar [16]. No que respeita à segurança das crianças, vários autores têm reportado o baixo conhecimento dos professores sobre anafilaxia e procedimentos em caso de emergência [22-24], sendo que num estudo multicêntrico europeu sobre alergia alimentar na escola, apenas 23% das instituições tinha funcionários com formação para reconhecer os sinais e sintomas de alergia alimentar, e apenas 11% dos colaboradores indicaram a adrenalina como recurso em caso de anafilaxia [25].

Concordantemente, num estudo de Ravarotto e colegas, os professores demonstraram não se considerar suficientemente informados e preparados para lidar com a alergia alimentar [26] e no estudo de Polloni e colegas, professores e auxiliares reportaram que a principal dificuldade em gerir as alergias alimentares na escola se deve à falta de formação específica [27].

A preparação e formação dos professores e auxiliares de ação educativa assume uma dimensão ainda mais importante se atentarmos que a sala de aula e outras instalações escolares podem também representar perigo, tendo sido reportadas reações em contexto de aula, associadas a projetos de expressão plástica [28], e ainda durante o recreio e no autocarro escolar [21].

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Alergia alimentar na Restauração

Os estabelecimentos de restauração são um particular desafio para os consumidores com alergia alimentar [10, 16, 29, 30] e num estudo de Worth e colegas, 37% destes classificou a necessidade de evitar restaurantes como a principal limitação decorrente da doença [31]. Adicionalmente sabe-se que uma percentagem considerável dos consumidores com alergia alimentar opta por nunca mais tomar refeições fora de casa após uma reação alérgica num estabelecimento de restauração [32].

A preocupação dos consumidores com alergia alimentar relativamente aos estabelecimentos de restauração prende-se primordialmente com o risco de contaminação cruzada [16, 33], que está frequentemente presente dadas as particularidades e condicionantes dos estabelecimentos, como os espaços pequenos para preparação e confeção dos alimentos, a partilha constante de superfícies e utensílios, e a preparação simultânea de vários pratos [3].

A contaminação cruzada é inclusivamente uma das principais fontes de alergénios não declarados ou ocultos [3, 34], sendo estes descritos por Anibarro e colegas como responsáveis por cerca de 21% das reações alérgicas [35]. Adicionalmente, num estabelecimento de restauração, a contaminação cruzada é mais suscetível de conduzir a doses de ex-posição mais elevadas e, consequentemente, a reações mais graves [3].

Dadas todas estas condicionantes, os consumidores com alergia alimentar necessitam que os colaboradores dos estabelecimentos de restauração estejam devidamente formados e informados relativamente às exigências da doença em termos de segurança alimentar [33, 36]. Contudo, neste ponto, diversos estudos têm mostrado uma discrepância particularmente preocupante entre o conhecimento dos colabores sobre alergia alimentar e o seu nível de confiança em servir uma refeição segura [29, 37, 38].

No estudo de Furlong e colegas, relativo a consumidores com alergia ao amendoim e aos frutos de casca rija e com historial de reações em restaurantes, em 78% dos casos, pelo menos um membro do staff sabia que o alimento servido continha o alergénio implicado. Em 50% destes casos, o alimento estava ‘escondido’ em molhos e temperos e em 22% dos casos, as exposições acidentais derivaram de contaminação cruzada entre equipamentos e utensílios [30].

No recente estudo EHS-Net conduzido pelo Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), os autores reportaram que embora os colabores dos estabelecimentos de restauração tivessem algum conhecimento de base sobre alergia alimentar, existiam lacunas importantes, como por exemplo, mais de 10 % do staff acreditar que uma pessoa com uma alergia alimentar pode consumir com segurança uma pequena quantidade do alergénio implicado na doença [39], algo particularmente alarmante se considerarmos a premissa de total evicção subjacente à necessidade de prevenção da contaminação cruzada.

A falta de procedimentos de laboração tendo em vista a segurança do consumidor com alergia alimentar não é apenas relatada para restaurantes, mas também para estabelecimentos de restauração coletiva, como cantinas escolares [40]. Um estudo realizado em escolas de Barcelona mostrou que, embora 89% das escolas servissem refeições para estudantes com alergia ou intolerância alimentar, 65% não tinham um plano de controlo de alergénios [41]. A exiguidade de políticas de internas tendo em conta o controlo de alergénios é ainda comum a outros estabelecimentos de restauração comercial [42], sendo também alarmante a ausência de programas de formação para os colaboradores [43].

Recentemente, a proteção do consumidor com alergia alimentar foi alvo de novas disposições legais através do Regulamento (UE) 1169/2011 e do Decreto-Lei 26/2016. As novas regras, que entraram em vigor em dezembro de 2014, introduziram a necessidade de uma apresentação mais clara e harmonizada dos alergénios para os alimentos pré-embalados (ênfase por fonte, estilo ou cor de fundo) na lista de ingredientes e uma nova exigência legal para o fornecimento de informações sobre os alergénios em alimentos não pré-embalados. No caso concreto de Portugal, e com o Decreto-Lei 26/2016, é obrigatório que esta mesma informação seja providenciada de uma forma clara e efetiva, e não “a pedido” do consumidor.

Assim, é essencial perceber como é que os diversos establecimentos de restauração estão a aplicar o regulamento e também desenvolver e fornecer ferramentas que auxiliem no processo de gestão do risco.

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Viajar com alergia alimentar

A alergia alimentar tem um impacto considerável nas férias e viagens, sendo frequente as famílias restringirem o número de férias ou mesmo reportarem nunca ter viajado [44, 45]. Concordantemente, num estudo de Worth e colegas, os adolescentes com alergia alimentar referem a dificuldade em viajar e participar em passeios com os amigos como uma das principais limitações que advém da sua doença [31].

Adicionalmente, o destino escolhido para viagens é igualmente condicionado pela doença, sendo comum as famílias evitarem por exemplo países asiáticos, devido ao risco associado à culinária local [44], assim como o meio de transporte, sendo preteridos os aviões e os barcos [45]. Os aviões, em particular, são motivo de ansiedade para os doentes [36, 46] e, embora os dados neste âmbito sejam limitados, Greenhawt e colegas reportaram que cerca de 10% dos passageiros com alergia alimentar já teve uma reação a bordo e, como consequência, 30% destes nunca mais viajou de avião e 40% decidiu não voltar a comer qualquer alimento servido a bordo [46]. Nos últimos anos, muitas companhias aéreas têm implementado algumas resoluções como por exemplo, a não distribuição de alergénios (como o amendoim) durante o voo ou a criação de zonas “livres de alergénio” (buffer zone). No entanto, tendo em conta a possibilidade de os passageiros transportarem os seus próprios alimentos a bordo e a dispersão via sistema de ventilação, o risco de exposição inadvertida está sempre presente [46-48].

Adicionalmente, dados recentes reportam que as companhias aéreas não disponibilizam informações claras sobre alergia alimentar, quer através dos seus websites, quer por con-tacto via email, o que aumenta a dificuldade na organização de viagens e contribui para o sentimento de insegurança dos doentes [49]. Assim, e considerando a possibilidade de ocorrência de reações a bordo e os recursos limitados existentes no avião [46, 48], é essencial a formação da tripulação para lidar com a alergia alimentar e a implementação de medidas por parte das companhias aéreas que reforcem a segurança dos passageiros [16, 48].

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Como dar resposta aos desafios da alergia alimentar na comunidade?

A resposta aos desafios da alergia alimentar na comunidade é um tema premente e que carece do esforço e concertação dos diferentes intervenientes na promoção da segurança do doente com alergia alimentar.

Ao nível politico-legal, a entrada em vigor do Regulamento (EU) nº 1169/2011 e do Decreto-Lei 26/2016 conferiu uma maior visibilidade à problemática da alergia alimentar e conduziu a um maior esforço no desenvolvimento de procedimentos de segurança alimentar, sendo, contudo, importante uma monitorização e apoio constantes na sua aplicação. Adicionalmente é também essencial continuar os esforços conducentes a melhores práticas de trabalho e de rotulagem na industria alimentar. Neste ponto, e para os alimentos pré-embalados, será também importante considerar outras ferramentas oficiais disponíveis, como o RASFF (sistema de alerta rápido para géneros alimentícios e ali-mentos para animais), que, através de um serviço contínuo, assegura que as notificações urgentes sejam reportadas e respondidas de forma coletiva entre todos os países da União Europeia e também Noruega, Liechtenstein, Islândia e Suíça. Dada a disponibilidade de informação referente a ocorrências com alergénios, os dados fornecidos pelo RASFF podem ser de ser de interesse para conduzir uma análise de risco [50]. Esta análise de risco é particularmente útil se considerarmos que a leitura da rotulagem de alimentos é uma das estratégias mais utilizadas pelos consumidores com alergia alimentar para a gestão da evicção alimentar [31], e que uma proporção considerável de exposições acidentais é atribuída a rotulagem inadequada, à não leitura de rótulos, e ao ignorar dos avisos de rotulagem [51].

A um nível de maior proximidade com os profissionais en-volvidos, é importante o desenvolvimento de ferramentas educativas, como os Manuais Educacionais de Alergia Alimentar para as Escolas [52] e para a Restauração[53] e a criação de programas que promovam o aumento da literacia nas diferentes dimensões da comunidade. Estes programas devem ir de encontro às necessidades dos doentes, mas também estarem aptos para ultrapassar os constrangimen-tos dos profissionais, nomeadamente no que se refere ao custo e tempo de formação. Efetivamente, no estudo de Abbot e colegas, quando solicitados para apontar as principais barreiras para a formação sobre alergia alimentar, os gerentes de estabelecimentos de restauração enumeraram o elevado custo das formações e o tempo [54].

Programas desenvolvidos com base em novas ferramentas de informação e comunicação, que incluam, por exemplo, formações em regime de e-learning podem ser uma solução viável e facilmente adaptável e disseminável, sem grande impacto na rotina e orçamentos dos profissionais [55]. Efetivamente, este parece ser também um formato de aprendizagem que vai de encontro às expectativas dos profissionais dado que, no estudo de Carlisle e colegas com funcionários do setor da educação, foi demonstrado um elevado interes-se em obter materiais educacionais sobre alergia, sendo os recursos vídeos e online apontados como as melhores ferra-mentas para o efeito [56].

Adicionalmente, é também essencial reforçar a necessidade do próprio doente ser ativo na promoção da sua segurança e na sensibilização da comunidade para a alergia alimentar. Assim, torna-se imperativo a educação dos doentes e o apoio na implementação de ferramentas efetivas que o permitam conseguir comunicar a suas necessidades e cooperar com os diferentes profissionais intervenientes na comunidade.[57]

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Conclusão

A alergia alimentar surgiu como uma ‘segunda onda’ da epidemia de alergia [58], e é agora reconhecida como um problema de saúde pública que requer intervenções a diferentes níveis sociais, e por essa razão, é também um problema em discussão na esfera política e jurídica. Assim, é necessário acompanhar in loco a implementação das disposições legais impostas pela Regulamento (EU) nº 1169/2011 de uma forma educativa e construtiva, e, ao mesmo tempo, desenvolver novas atuações estratégicas promotoras de segurança e qualidade de vida, direcionadas aos diferentes sectores que têm um papel ativo na inclusão e acessibilidade do doente com alergia alimentar na comunidade.

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Fonte (ASAE): http://bit.ly/2xujcPw

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Márcia Cardoso

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Márcia Cardoso, licenciada em Marketing. Actualmente desenvolve funções na Ábaco Consultores.
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