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Pesticidas no azeite virgem: qual o risco?

Resumo
O combate a doenças, pragas e infestantes nos olivais faz-se, na maioria das vezes, com o recurso ao uso de pesticidas, não sendo assim de estranhar a presença dos respetivos resíduos nos azeites. Esta presença de resíduos de pesticidas depende, entre outros fatores, da natureza da molécula ativa, das condições de aplicação (dose, periodicidade, modo de ação e de penetração), do intervalo de tempo decorrido entre o último tratamento e a colheita da azeitona e do tipo de processamento efetuado. Neste artigo procurar-se-á abordar de uma forma concisa a importância de cada um desses fatores na avaliação da segurança alimentar do azeite. Procurar-se-á ainda responder às dúvidas sobre se os azeites virgens são mais ou menos suscetíveis à presença de resíduos de pesticidas quando comparados com os azeites refinados.

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Introdução
Os olivais são frequentemente afetados por um sem número de pragas (algodão da oliveira, o barrador, a cochonilha preta, a escama da oliveira, a traça da oliveira, a mosca da oliveira, entre outras) e por doenças (como a gafa, o olho de pavão, a tuberculose e o escude), responsáveis por perdas na produção de azeitonas tanto em termos quantitativos como da qualidade da matéria-prima, com as naturais repercussões no azeite produzido. O controlo do fitossanitário dos olivais é por isso fundamental para assegurar a manutenção da rentabilidade e da qualidade. Na maioria das vezes o combate a pragas, doenças e infestantes nos olivais faz -se com o recurso ao uso de pesticidas. Sob a designação genérica de pesticidas incluem-se uma série de substâncias de natureza química diversa, geralmente dotadas de elevada toxicidade para o homem, que apresentam distintas funções e uma ação biológica diferenciada e que podem ser classificadas segundo diferentes critérios. O sistema de classificação mais comum divide os pesticidas em três grandes famílias, de acordo com o tipo de organismo a combater: inseticidas, fungicidas e herbicidas. Podem referir-se ainda, sem pretensão de sermos exaustivos, outras famílias de menor significado como os nematocidas, os moluscicidas, os acaricidas e os rodenticidas. No grupo dos inseticidas (alguns dos quais apresentam também propriedades nematocidas e acaricidas) incluem-se diferentes grupos de compostos, classificados de acordo com a respetiva estrutura química, como por exemplo os organoclorados, os organofosforados, os carbamatos e os piretróides. Os fungicidas incluem, entre outros, compostos como os benzimidazóis, os diazóis e os ditiocarbamatos. Os compostos nitrados, os carbamatos, as ureias e as triazinas constituem alguns das classes de compostos pertencentes à família dos herbicidas (Cunha, 2007).

Na União Europeia (EU) foram publicadas recentemente quatro medidas legislativas que fazem parte da designada “Estratégia Temática da Utilização Sustentável dos Pesticidas” que tem por principais objetivos: i) avançar na redução gradual do impacto dos pesticidas na saúde humana e no meio ambiente, ii) melhorar o controlo da utilização e distribuição de pesticidas, iii) reduzir os níveis de substâncias ativas prejudiciais ao homem, iv) incentivar o uso de boas práticas agrícolas, v) estabelecer um sistema transparente de comunicação e acompanhamento dos progressos realizados no cumprimento das medidas anteriores. Este pacote legislativo inclui:

  • um Regulamento (1107/2009) relativo à colocação de produtos fitofarmacêuticos no mercado (que substitui a diretiva 91/414/CEE);
  • uma Diretiva (128/2009) relativa à utilização sustentável dos pesticidas; desde 1 de Janeiro de 2014 todos os agricultores profissionais estão obrigados a seguir os princípios da Proteção Integrada, o que significa uma gestão adequada e integrada de todos os meios de luta disponíveis no quadro de uma Boa Prática Fitossanitária;
  •  um Regulamento (1185/2009) relativo às estatísticas sobre pesticidas, que permite ter à disposição estatísticas comunitárias harmonizadas e comparáveis sobre as vendas e a utilização de pesticidas;
  • uma Diretiva (2009/127/CE) que veio alterar a chamada Diretiva “máquinas” (2006/42/CE) que se traduz na introdução de requisitos adicionais de proteção ambiental aplicá- veis à colocação no mercado e à entrada em serviço das máquinas de aplicação de pesticidas

Não obstante a legislação atualmente existente, a presença de resíduos de pesticidas nos azeites e outros alimentos continua a constituir um risco para a saúde humana, pois os mesmos podem interferir com os sistemas reprodutivos e com o desenvolvimento do feto e, em alguns casos, apresentam a capacidade de causar diversos tipos de cancro (Gilden et al. 2010), representando por conseguinte uma das principais preocupações de saúde pública relacionadas com a ingestão de alimentos. Dados relativos à avaliação de resíduos em diferentes alimentos obtidos nos países da União Europeia, referentes a 2011, mostram que, das 12 000 amostras analisadas, 53,4% não apresentavam resíduos, 44,7% apresentavam teores de resíduos inferiores aos Limites Máximos de Resíduos (LMR) estipulados e apenas 1,9% apresentavam teores de resíduos superiores aos LMR (EFSA 2014). O LMR representa a quantidade máxima permitida em que um pesticida pode existir num determinado produto agrícola. Em Portugal, os LMR são estabelecidos por lei e publicados em Diário da República com base na legislação da UE (Regulamento 396/2005), sendo por norma instituí- dos para alimentos não processados. No caso dos azeites, os valores estipulados são os que se aplicam às azeitonas destinadas ao fabrico de azeite. Nos olivais os inseticidas e fungicidas são os pesticidas mais usados para controlar pragas e doenças fúngicas, respetivamente. Entre os inseticidas usados nos olivais temos o fentião, fosmete, dimetoato, metidationa, carbaril, malatião, deltametrina, que pertencem ao organofosforado, carbamato, organoclorados, piretróides e outras classes químicas. Fungicidas (por exemplo, fosetil-Al, benomil) muitas vezes incluem ftalimidas, triazóis, imidazóis, sulfamidas e outras classes químicas (Tomlin, 2003). Outro tipo de pesticidas com grande aplicação nos olivais são herbicidas sulfoniluréias (por exemplo, éteres difenil), como é apresentado no quadro 1.

pesticidas do azeite

Tabela 1- Pesticidas nos azeites

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Os pesticidas quando aplicados nos olivais estão sujeitos a diferentes fatores, como ilustrado, na figura 1, que condicionam a prevalência dos resíduos resultantes nas azeitonas, tais como a natureza da molécula ativa, as condições de aplicação (dose, periodicidade, modo de ação e de penetração), o intervalo de tempo decorrido entre o último tratamento e a apanha do fruto, as condições ambientais, e o tipo de armazenamento, transporte e processamento efetuado.

Geralmente, os pesticidas organofosforados apresentam um elevado efeito tóxico sobre as pragas; contudo, manifestam igualmente elevada toxicidade aguda em mamíferos quando comparados com os organoclorados e os carbamatos. Não obstante, os organofosforados são geralmente considerados pesticidas seguros no tratamento das culturas devido à sua degradação relativamente rápida, enquanto os organoclorados evidenciam elevada persistência no ambiente e maior capacidade de bioacumulação na cadeia alimentar. Após a aplicação o pesticida é absorvido pela superfície da planta (cutícula cerosa e raízes superficiais) podendo ser distribuído por todos os tecidos (pesticida sistémico) ou permanecer sobre a superfície da planta (pesticida de contacto). Enquanto ainda à superfície da planta (folhas ou frutos) o pesticida pode sofrer volatilização, fotólise química e/ou microbiológica. Todos estes processos podem reduzir a concentração original do pesticida, mas também podem levar à formação de outros compostos denominados metabolitos, que podem ser mais ou menos tóxicos que o original. A volatilização do pesticida ocorre geralmente imediatamente após a aplicação no campo. O processo depende da pressão de vapor do pesticida; pesticidas com alta pressão de vapor tendem a volatilizar-se rapidamente para o ar, enquanto aqueles com baixa pressão de vapor tendem a permanecer mais tempo na superfície da planta. A taxa de volatilização depende também de fatores ambientais, como a temperatura e a velocidade do vento. Quanto mais rápida for a velocidade do vento e mais elevada for a temperatura, mais rapidamente ocorre a evaporação do pesticida. A fotólise ocorre quando as moléculas absorvem a energia da luz solar, resultando na degradação do pesticida. Idêntica reação pode ocorrer por via indireta em resultado da ação sobre os pesticidas de produtos resultantes da fotólise de outros compostos. Alguns pesticidas, por seu lado, podem ser degradados pelo metabolismo microbiano. Os microrganismos podem utilizar os pesticidas como “nutrientes”, decompondo-os, assim, em dióxido de carbono e outros produtos metabólicos (Holland e Sinclair 2004, Keikotlhaile e Spanoghe 2011)

factores que afectam os niveis de residuos do azeite

Figura 1- Fatores que afetam os níveis de resíduos de pesticidas nos azeites

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Mesmo em idênticas condições de aplicação (quantidade de substância ativa e olival), o teor de resíduos de pesticidas nas azeitonas pode variar bastante entre os frutos, como constataram Farris et al. (1992). A variabilidade registada pode estar relacionada com o tamanho do fruto, com a cultivar e também com o momento da apanha. Durante o armazenamento, transporte e processamento dos produtos agrícolas pode ocorrer a dissipação ou a concentração de resíduos de pesticidas. Em muitos casos, os resí- duos de pesticidas são destruídos pelo processamento alimentar (aquecimento e esterilização). Em alimentos com elevado teor de gordura, contudo, pode ocorrer a sua concentração. A maioria dos produtos agrícolas é consumida apenas após algum processamento. A lavagem e a limpeza, que são os passos iniciais na maior parte dos procedimentos de processamento, frequentemente reduzem os níveis de resíduos, particularmente no caso de pesticidas não sistémicos. Guarda-Rubio et al. (2006) observaram que a lavagem executada rotineiramente nos lagares de azeite promovia a descontaminação superficial de herbicidas nas azeitonas colhidas do chão. Porém, mesmo após a lavagem, o azeite obtido a partir de azeitonas apanhadas do chão apresentava concentra- ções de resíduos de herbicidas superiores aos obtidos a partir de azeitonas das árvores. No processamento do azeite virgem, após a limpeza e a lavagem das azeitonas para remoção de folhas e terras, segue-se a moenda e a batedura em que a azeitona é triturada e transformada numa massa homogénea, o que proporciona a junção das gotículas de azeite que são extraídas posteriormente por decantação ou por centrifugação. Os azeites virgens são obtidos, exclusivamente, a partir de processos mecânicos e agrupam-se em três categorias conforme o grau de acidez livre e outros parâmetros (azeite virgem extra, azeite virgem e azeite lampante). Em média para se obter 1 litro de azeite são necessários 5 quilogramas de azeitonas, pelo que qualquer resíduo de pesticidas nas azeitonas pode ser teoricamente concentrado 5 vezes. Farris et al. (1992) reportaram que os pesticidas diazinão e metidatião se comportam dessa forma, tendo verificado ainda que para o paratião e o mecarbam, que apresentam igualmente grande afinidade com os lípidos, o fator de concentração foi de apenas 3 vezes. No entanto, na mesma experiência, o cloropirifos apresentou o mesmo teor nas azeitonas e no azeite, enquanto que os resíduos de dimetoato foram mais baixos nos azeites do que nas azeitonas, o que poderá dever-se à sua elevada solubilidade na água. De forma similar, Cabras et al. (1997) mostraram que metil-azinfos, o diazinão, a metidationa, o metil-paratião, a rotenona e o quinalfos apresentam níveis mais elevados de resíduos em azeites do que nas azeitonas. Um fator de concentração (resíduos no azeite/ resí- duos nas azeitonas) de 1.5 a 7 foi estabelecido em função do pesticida e da sua quantidade inicial nas azeitonas. De salientar que o fator de concentração registado no azeite não permitiu, contudo, em nenhum caso, que os teores registados ultrapassassem os LMRs estabelecido pela legislação. Um estudo comparativo realizado ao longo de três anos em amostras de azeite obtidas a partir de olivais gregos convencionais e olivais convertidos à agricultura biológica permitiu concluir que nos olivais convencionais os teores de resíduos permaneceram constantes ao longo dos três anos, enquanto que nos olivais de agricultura biológica decresceram 84% no caso do fentião e 90% no caso do dimetoato (Tsatsaki et al. 2003). Em qualquer dos casos não foram ultrapassados os LMR estipulados por legislação. Num outro estudo de três anos realizado na Grécia por Botitsi et al. (2004), referente à determinação de fentião e seus metabolitos em 48 amostras de azeite virgem, fornecidas por produtores, verificou-se que todos os valores determinados foram inferiores ao LMR legalmente estabelecido. De igual forma, Ballesteros et al. (2006) descrevem que em 15 amostras de azeite virgem fornecido por produtores da Andaluzia os valores de dimetoato, de metil-clorpirifos e de clorpirifos foram inferiores ao LMR legalmente estabelecidos. Sánchez et al. (2006) detetaram resíduos de fosmete em apenas uma de 25 amostras de azeite virgem analisadas, num teor de valor inferior ao LMR estipulado. Um estudo realizado por Amvrazis e Albanis (2009) para a determinação de 35 pesticidas em 100 amostras (29 comerciais e 71 de produtores de agricultura convencional) de azeite grego, verificou que 10% das amostras obtidas de olivais convencionais não continham resíduos detetáveis, enquanto nas restantes amostras foram detetados 20 inseticidas. Os teores mais elevados referiam-se ao fentião, dimetoato e endossulfão.

Um estudo mais recente realizado em 2014 na Grécia (Likudis et al. 2014) refere que dos 70 azeites analisados com denominação de origem protegida ou com indicação geográfica protegida 4 amostras apresentaram resíduos de pesticidas que excediam os LMRs (3 amostras continham fentião e uma metil-paratião). Os resíduos de pesticidas mais prevalentes foram o penconazole (n= 20), endolssulfão (n=18) e o flufenoxurão (n=16). Estudos realizados em azeites com diferentes classificações verificaram que os azeites virgem apresentam teores superiores de resíduos de pesticidas que os azeites refinados (Ballesteros et al. 2006, Amvrazis e Albanis 2009, Cunha et al. 2010). Estas diferenças podem em parte ser explicadas pelo tipo de processamento. De forma geral, o azeite refinado (designado em Portugal apenas por azeite) é obtido a partir do azeite virgem por operações de refinação que envolvem a neutralização dos ácidos gordos livres com soluções alcalinas, ou a separação desses ácidos por destilação em ambiente rarefeito, bem como de descoloração com adsorventes inócuos e de desodorização pela passagem de vapor de água em ambiente rarefeito. Todas estas operações podem contribuir para o nível inferior de resíduos de pesticidas verificado no produto final. Apesar dos teores de resíduos de pesticidas nos azeites ser na maior parte das vezes inferior ao LMR estipulado, estudos recentes mostram uma prevalência de alguns compostos que, a longo prazo, poderão exercer efeitos nefastos na saúde humana. Por exemplo o endossulfão, pesticida atualmente não permitido no tratamento dos olivais, foi detetado em 22% de um total de 338 amostras de azeite grego (Lentza-Rizo et al. 2001) e em 100% de um total de 31 amostras de azeites espanhóis (Ferrer et al. 2005, Guardia-Rubio et al. 2006). Outro aspeto importante reside na presença de metabolitos que podem ser mais tóxicos do que os pesticidas originais. Cunha et al. (2007a) realizaram a identificação e quantificação de fentião e seus metabolitos em azeitonas e azeites num olival, onde o tratamento foi realizado de acordo com a dose recomendada. Todas as amostras colhidas, ao longo do intervalo de pré-colheita, tinham um padrão qualitativo comum, mostrando quatro substâncias identificáveis (fentião, sulfóxido de fentião, fenoxão e sulfóxido de fenoxão). O fentião e 3 metabolitos foram ainda encontrados nas azeitonas aquando da colheita. Os mesmos autores estudaram a presença de metabolitos de fosmete em azeitonas obtidas em condições semelhantes ao descrito para o fentião. Além do fosmete, foram detetados fosmete-oxão, ftalamida, N- hidroximetilftalimida e ácido ftálico em azeitonas e azeite (Cunha et al. 2007b).

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Conclusões
Estudos realizados na determinação de resíduos de pesticidas em azeites mostram que existe um claro aumento na concentração de resíduos de pesticidas lipofílicos face às azeitonas que estão na sua origem. Na prática, são diversos os fatores que contribuem para a dissipação ou concentra- ção de um pesticida após a sua aplicação no olival, passando pela natureza da molécula ativa, as condições de aplicação, o intervalo de tempo decorrido entre o último tratamento e a apanha do fruto, as condições ambientais, o tipo de armazenamento, de transporte e de processamento efetuado. Na maioria dos estudos realizados em azeites verifica-se que os LMR de pesticidas não foram ultrapassados pelo que a exposição humana a resíduos de pesticidas provenientes do consumo de azeite é muito baixa.

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Sara C. Cunha, José O. Fernandes REQUIMTE, Laboratório de Bromatologia e Hidrologia, Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto

Fonte (ASAE): bit.ly/1CsleGm

 

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