Segurança no trabalho exige colaboração inter-disciplinar – SHO 2016

O futuro da engenharia passa pela colaboração multi e inter-disciplinar nas áreas da higiene e segurança no trabalho. A conclusão resulta do Colóquio Internacional de Segurança e Higiene Ocupacionais que decorreu na Universidade do Minho, em Guimarães.

O encontro junta cerca de 300 participantes vindos de 16 países incluindo Portugal.

“Nós temos uma perspectiva transversal. Trabalhamos em Segurança, temos uma Escola de Engenharia, mas  também estamos muito ligados à medicina e à saúde. A especialidade de medicina no trabalho é uma área muito próxima da nossa”, afirmou Sérgio Miguel, presidente da Sociedade Portuguesa de Segurança e Higiene Ocupacionais, entidade que juntamente com a Escola de Engenharia da Universidade do Minho realiza o encontro.

O mesmo responsável aconselhou as empresas a investirem na segurança e higiene no trabalho. “As pessoas pensam nestes problemas muitas vezes só depois deles acontecerem. É preciso tomar uma atitude preventiva e pró-activa e isso é extremanente importante”, afirmou Sérgio Miguel.

O reitor da Universidade do Minho, António Cunha, destacou também a importância da multidisciplinaridade na investigação científica. “É minha convicção de que este espaço científico (o congresso) é algo com que a Universidade do Minho se identifica. É um espaço multidisciplinar e de saberes diversos. O trabalho em rede é o modo correcto de fazer investigação”, disse António Cunha, acrescentando que a àrea da higiene e segurança no trabalho tem registado “uma evolução positiva”, mas “ainda há muito para fazer. Está-se a construir o futuro de uma engenharia cada vez mais antropocêntrica (centrada no homem)”.

O presidente da Escola de Engenharia da Universidade do Minho, João Monteiro, disse que o encontro “reflecte a actividade transdisciplinar numa àrea estratégica para a nossa escola. É uma área que afecta o presente e o futuro nas questões da higiene e segurança”.

Adelina Pinto, vereadora da Educação e dos Recursos Humanos da Câmara Municipal de Guimarães, considerou que é essencial preciso fazer chegar mais informações sobre os temas aos empregadores. “Há muito conhecimento, mas épreciso fazer a transferência desse conhecimento para os empregadores e para os trabalhadores”, disse Adelina Pinto.

Em representação da Ordem dos Médicos, o presidente do Colégio da Especialidade de Medicina no Trabalho, José Eduardo Leal, defendeu que “a Ordem dos Médicos está preocupada com a formação dos médicos no trabalho” e que os profissionais desse sector estão em vias de conseguir um estatuto idêntico aos médicos de especialidade. “Em 2017 serão realizados os primeiros exames da especialidade”, anunciou José Eduardo Leal.

O sub- inspector da Autoridade para as Condições de Trabalho, Manuel Roxo, lembrou que Portugal tem uma legislação laboral com cerca de 100 anos, mas é necessário “fazer uma reflexão para o futuro”, tendo em conta os desafios que se avizinham devido à transformação do tipo de trabalho “que passou a ser mais mental do que manual”, defendeu Manuel Roxo.

A Academia Brasileira de Engenharia de Segurança no Trabalho esteve representada pelo presidente Evaldo Valladão que considerou a Universidade do Minho como “um modelo mundial de inovação”, que caminha para ser “uma das melhores do mundo.”

O evento conta com a colaboração das universidades do Minho, Porto, Técnica de Lisboa, Politécnica da Catalunha (Espanha) e de Delft (na Holanda).

Fonte (correiodominho): bit.ly/1SFGUHg

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Márcia Cardoso

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Márcia Cardoso, licenciada em Marketing. Actualmente desenvolve funções na Ábaco Consultores.
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