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Seguro de acidentes de trabalho: Quanto pode receber?

O seguro de acidentes de trabalho é obrigatório para todos os trabalhadores. Conheça as prestações que pode receber em caso de acidente e os valores.

1. Quem tem direito ao seguro de acidentes de trabalho?

Todos os trabalhadores por conta de outrem têm de ter seguro de acidentes de trabalho, pago pela empresa. Os estagiários, praticantes e aprendizes também estão incluídos.

2. Os trabalhadores independentes também têm de ter seguro?

Sim. Os trabalhadores independentes são obrigados a efetuar um seguro de acidentes de trabalho que garanta, com as devidas adaptações, as prestações definidas para os trabalhadores por conta de outrem e seus familiares. Segundo a legislação, só os trabalhadores independentes cuja produção se destine exclusivamente para consumo próprio ou pela família, é que não estão obrigados a fazer este seguro.

3. O que é um acidente de trabalho?

Um acidente de trabalho tem de ocorrer no local de trabalho (ou no trajeto de ida e regresso), durante o horário de expediente e ter como consequência lesão corporal, perturbação funcional ou doença de que resulte redução na capacidade de trabalho, de ganho ou a morte.

4. Como se define o grau de incapacidade?

A incapacidade para o trabalho resultante de acidente de trabalho pode ser:

  • Temporária, parcial ou absoluta;
  • Permanente, parcial, absoluta para o trabalho habitual;
  • Absoluta para todo e qualquer trabalho.

A incapacidade é determinada de acordo com a Tabela Nacional de Incapacidades por Acidentes de Trabalho e Doenças Profissionais.

5. Quais as que prestações a que tem direito?

Em caso de incapacidade, o seguro de acidentes de trabalho compreende dois tipos de prestação:

  • Em espécie. Assistência médica, cirúrgica, farmacêutica, hospitalar, despesas de hospedagem, transporte, aparelhos de próteses e ortóteses, desde que necessárias ao restabelecimento do estado de saúde e da capacidade de trabalho e de ganho do sinistrado.
  • Em dinheiro. Indemnizações, pensões, prestações e subsídios.

6. Qual o valor da indemnização por incapacidade temporária?

Se ficar impedido de trabalhar por tempo limitado, a indemnização por incapacidade temporária serve de compensação pela perda ou redução de rendimentos durante esse período. Esta indemnização é devida enquanto estiver em regime de tratamento ambulatório ou de reabilitação profissional. O valor oscila consoante a incapacidade temporária seja absoluta ou parcial:

  • Absoluta. Indemnização diária igual a 70% da retribuição nos primeiros doze meses e de 75% no período seguinte.
  • Parcial. Indemnização diária correspondente a 70% da redução na sua capacidade geral de ganho.

7. O que recebe em caso de incapacidade permanente?

Caso o acidente resulte em danos permanentes, que incapacitem o sinistrado de obter rendimentos, este tem direito à pensão por incapacidade permanente, com os seguintes valores:

  • Permanente absoluta (para todo o trabalho). 80% da retribuição, acrescida de 10% por cada pessoa a cargo, até ao limite dos rendimentos;
  • Permanente absoluta (para o trabalho habitual): 50% a 70% da retribuição, conforme a maior ou menor capacidade para ter outra profissão;
  • Permanente parcial. O valor é fixado consoante a redução da capacidade resultante do acidente (70%).

Além da pensão, em caso de incapacidade permanente para o trabalho, também recebe uma indemnização em capital. Esta prestação é atribuída uma só vez.

A Associação Portuguesa de Seguradoras disponibiliza um simulador, onde pode simular os valores a receber. Faça as contas.

8. O que é o subsídio por situações de elevada incapacidade permanente?

O trabalhador com incapacidade permanente absoluta ou parcial (igual ou superior a 70%), tem direito a este subsídio. Esta é uma prestação atribuída uma única vez e pode ter os seguintes valores:

  • Permanente absoluta (para todo o trabalho). Igual a 12 vezes o valor de 1,1 IAS (5 561,42 euros em 2017);
  • Permanente absoluta (para o trabalho habitual). Entre 70% e 100% de 1,1 IAS, tendo em conta a possibilidade de exercer outra profissão;
  • Permanente parcial. Corresponde ao produto entre 12 vezes o valor de 1,1 IAS e o grau de incapacidade.

9. O que acontece em caso de morte?

Se o acidente resultar na morte do trabalhador, a pensão de morte é devida ao cônjuge – ou pessoa que viva em união de facto -, ex-cônjuges, filhos e adotados, ascendentes ou outros parentes que vivam em casa do falecido. O valor da pensão varia consoante o grau de parentesco:

  • Cônjuge ou unido de facto. 30% da retribuição do sinistrado até à idade da reforma por velhice e 40% a partir dessa data;
  • Ex-cônjuge. Valor fixado judicialmente em caso de pensão de alimentos;
  • Filhos até aos 18. Pode estender-se até aos 22 ou 25 anos, consoante frequentem o ensino secundário ou curso de nível superior. A pensão de morte é equivalente a 20%, 40% ou 50% do ordenado do sinistrado, consoante seja um, dois ou três filhos. Se forem órfãos de pai e mãe, recebem o dobro do valor (no máximo até 80%);
  • Ascendentes e outros parentes. 10% da retribuição do sinistrado. Se não houver outros parentes, o valor aumenta para 15% até à idade da reforma e 20% a partir desta altura.

10. O seguro também garante despesas de funeral?

Sim. O subsídio de despesas de funeral destina-se a compensar os gastos com o funeral do trabalhador que faleceu devido ao acidente no trabalho. É uma prestação única, de valor equivalente ao total dos gastos com o mesmo, com o limite de 1,1 IAS (5 561,42 euros em 2017). Em caso de transladação, o valor duplica. O pedido do subsídio deve ser realizado no prazo máximo de um ano após a despesa e o valor será pago a quem comprovadamente tiver efetuado o pagamento.

11. O que é a prestação suplementar para assistência a terceira pessoa?

Esta prestação suplementar é atribuída quando o sinistrado – por incapacidade permanente – precisa de ajuda para as necessidades básicas diárias, necessitando de assistência permanente de outra pessoa. O montante mensal desta prestação tem como limite máximo 1,1 IAS (421,32 euros em 2017).

12. E se tiver de readaptar a casa?

No caso de incapacidade permanente na sequência de acidente de trabalho, o seguro prevê ainda um subsídio para adaptação de habitação, para fazer face às despesas da readaptação casa. O limite máximo é 12 vezes o valor de 1,1 IAS (5 561,42 euros em 2017).

13. O que é o subsídio para frequência de ações no âmbito da reabilitação profissional?

Se for necessário frequentar ações para reabilitação profissional, o seguro de acidentes de trabalho também cobre essas despesas. Desde que o trabalhador ainda tenha capacidade para desempenhar a profissão (com parecer favorável do perito médico), tenha direito a indemnização ou pensão por incapacidade devido a acidente de trabalho, tenha-se inscrito numa ação ou curso do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) ou outra instituição certificada. O valor máximo mensal é de 1,1 IAS e a duração da formação não pode ser superior a 36 meses.

Publicado, inicialmente por, Montepio

Veja a notícia completa aqui.

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