SÍNDROME DE “BURNOUT” RECONHECIDA COMO DOENÇA PELA OMS

A lista, elaborada pela OMS, é baseada nas conclusões de especialistas de todo o mundo. A classificação é utilizada para estabelecer tendências e estatísticas de saúde.

A inclusão foi aprovada pelos estados-membros da OMS, reunidos desde 20 de maio em Genebra para a Assembleia Mundial da organização.

O burnout pode afetar indivíduos “normais”, no sentido de não terem uma depressão ou qualquer outra patologia prévia, mas pode cursar em simultâneo com uma depressão.

“É a primeira vez que o esgotamento profissional entra na classificação”, anunciou o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic.

A Classificação de Doenças da OMS estabelece uma linguagem comum que facilita o intercâmbio de informações entre os profissionais da área da saúde em todo o planeta.

O “burnout”, que foi incluído no capítulo de “problemas associados” ao emprego ou ao desemprego, recebeu o código QD85.

O problema foi descrito como “uma síndrome resultante de um stress crónico no trabalho que não foi administrado com êxito” e que se caracteriza por três elementos: “sensação de esgotamento, cinismo ou sentimentos negativos relacionados ao seu trabalho e eficácia profissional reduzida”.

O registo da OMS explica que o esgotamento “refere-se especificamente a fenómenos relativos ao contexto profissional e não deve ser utilizado para descrever experiências em outros âmbitos da vida”.

A nova classificação, chamada CIP-11, publicada no ano passado, foi aprovada durante a 72ª Assembleia Mundial da OMS e entrará em vigor no dia 1 de janeiro de 2022.

A síndrome de Burnout foi pela primeira vez descrita pelo psiquiatra e psicoterapeuta americano, Herbert Freudenberger, em 1974. O médico constatou que alguns dos seus colaboradores numa clínica para toxicodependentes apresentavam, após um ano de atividade, desmotivação, queixas somáticas (dores nas costas, problemas gastrointestinais, dores de cabeça…), problemas de humor (irritabilidade, cólera, disforia…), intolerância ao stress e eram incapazes de gerir novas situações.

A lista recebeu novos capítulos, um deles dedicado à saúde sexual e abrange condições anteriormente classificadas em outras listas, como a “incongruência de género” e a transexualidade, até então citadas na secção sobre doenças mentais.

O transtorno provocado por jogos eletrónicos foi incluído no capítulo dependência.

A nova classificação da OMS também propõe um novo capítulo sobre a medicina tradicional.

Fonte (SAPO): https://bit.ly/2YR04ot

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