A especialidade médica de Medicina do Trabalho faz no presente ano quarenta anos de existência (1979) com um plano de formação, na sua configuração inicial, que exigia diversos critérios, sobressaindo a “árdua exigência” da prática clínica de mais de dez anos e uma prática de médico do trabalho em serviços idóneos de 3.000 horas. Julgo […]
Autor: António de Sousa Uva
Passado e Presente da Saúde Ocupacional, perspetivando o seu futuro
O trabalho pode afetar negativamente a saúde sendo, nos nossos dias, quase negligenciável a valorização do papel promotor de saúde que o trabalho deveria proporcionar. Tal é revelador da preponderância atribuída à componente preventiva dos riscos profissionais em detrimento da componente positiva (promotora) da saúde e do bem-estar, assim como dos aspectos relacionados com o desenvolvimento pessoal dos trabalhadores.
O ensino da Medicina do Trabalho em Portugal
O ensino da Medicina do Trabalho foi assegurado, desde 1963, pelo Instituto de Higiene Dr. Ricardo Jorge, como especialização do Curso de Medicina Sanitária. O ensino da Medicina do Trabalho está ainda associado, em termos históricos, à formação especializada de médicos do trabalho, através de um curso que constituía habilitação legal para o exercício da medicina do trabalho em serviços médicos do trabalho, inicialmente no âmbito das disposições técnico-normativas e jurídicas de 1962 sobre a prevenção da silicose, nas minas, nos estabelecimentos industriais e em outros locais de trabalho em que existia o risco daquela doença profissional.
Idade ativa e Reforma: o “tudo ou nada”?
Nos últimos anos a idade da reforma tem vindo a aumentar um pouco por toda a Europa e, obviamente, também em Portugal em que se constata ainda uma penalização crescente no que concerne às reformas antecipadas. Não será alheio a essa circunstância, entre outros, o aumento da esperança de vida e a redução da taxa de natalidade.