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Insetos – Alimento para o futuro

Os insetos são consumidos pelos seres humanos desde tempos pré-históricos. Existem provas de entomofagia – consumo de insetos – obtidas através da análise de coprólitos em grutas nos EUA e no México. Foram também encontradas evidências em pinturas em grutas no norte de Espanha [1,10].

A Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) das Nações Unidas, estima que os insetos façam atualmente parte da alimentação tradicional de pelo menos 2 mil milhões de pessoas em todo o mundo, existindo mais de 1900 espécies de insetos usadas como alimento [2]. Os grupos de insetos mais consumidos são os besouros (coleópteros) (31%), borboletas (lepidópteros) (18%) e abelhas, vespas e formigas (himenópteros) (14%). Seguem-se os gafanhotos e grilos (ortóptera) (13%), cigarras, cochonilhas e percevejos (hemípteros) (10%), térmitas (isópteras) (3%), libélulas (odonatas) (3%), moscas (díptera) (2 %) e outras ordens (5%).

O aspeto cultural relacionado com o consumo de insetos é relevante, enquanto há países cuja tradição do consumo de insetos é já longa, para outros, nomeadamente países do mundo ocidental, a ingestão de insetos ainda causa alguma repulsa, e só em anos recentes começa a existir interesse nesta matéria.

Nos últimos anos tem havido um interesse crescente em usar os insetos para alimentação humana e animal, como fonte alternativa à proteína animal corrente, justificado pelo crescimento da população mundial, que se espera que atinja os 9 mil milhões em 2050 [2]. Segundo a FAO será necessário aumentar a produção de alimentos em 70% até essa altura.

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Sustentabilidade

Desde 2003 que a FAO trabalha junto de vários países, na investigação e partilha de conhecimento na área da utilização de insetos para consumo humano. A FAO tem vindo a promover o consumo no mundo ocidental devido às possibilidades de produção sustentável que este tipo de alimento oferece, como uma importante alternativa para o futuro da humanidade. A maior parte dos insetos consumidos globalmente são recolhidos na natureza, mas, para serem usados como alimentação humana e animal, o objetivo a atingir é a produção industrial sob condições controladas.

Sob o ponto de vista ambiental, considera-se que os insetos deixam uma pegada ecológica menor do que as espécies pecuárias convencionais (nomeadamente bovinos, suínos e aves de capoeira), no que se refere à produção de alimentos para a sua alimentação, ocupação de terras e necessidade de água, bem como à emissão de gases com efeito de estufa e amoníaco. A produção de alimentos para animais compete atualmente com a produção de alimentos para humanos pelos recursos naturais (terra, água, fertilizantes), o que tem uma repercussão negativa com a consequente desflorestação e falta de terra arável.

Por serem animais de sangue frio, e não terem que utilizar energia para manter a temperatura corporal, as taxas de conversão alimentar dos insetos são bastante elevadas comparativamente às das outras espécies animais (os grilos, por exemplo, necessitam de 12 vezes menos alimento do que o gado bovino, 4 vezes menos que o gado ovino, e metade do que necessitam os frangos e suínos, para produzirem a mesma quantidade de proteína) [2]. Outra das vantagens é que podem ser alimentados com subprodutos, não consumidos pelas outras espécies animais com interesse para alimentação humana, além da sua produção em termos industriais requerer um menor investimento significativo em termos de tecnologia de produção.

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Interesse nutricional

Os insetos são uma fonte de alimento altamente nutritiva e saudável, com alto teor de proteínas, gorduras polinsaturadas, vitaminas, fibras e minerais. O valor nutricional dos insetos é variável devido à grande variedade de espécies de insetos comestíveis. Mesmo dentro de um mesmo grupo de espécies, o valor nutricional pode diferir dependendo do estádio evolutivo do inseto, do habitat em que vive e da sua dieta. Por exemplo, a composição de ácidos gordos insaturados ómega-3 e ómega-6 em larvas de Tenebrio molitor é comparável à dos peixes (e maior do que em bovinos e suínos), e o conteúdo em proteínas, vitaminas e minerais é semelhante ao do peixe e da carne [14].

A fração proteica dos insetos é constituída por uma adequada composição em aminoácidos. As larvas de Tenebrio molitor apresentam uma composição particularmente favorável, com quantidades relativamente altas dos aminoácidos essenciais lisina e metionina, inexistentes em proteínas de cereais [6].

Em relação às vitaminas, os insetos em geral têm baixa percentagem de retinol, mas são ricos em riboflavina, o ácido pantoténico e biotina. O ácido fólico, em alguns casos, também foi encontrado em quantidades elevadas. [14]

Nas culturas em que são consumidos, a maioria dos insetos comestíveis é considerada uma iguaria, mas nem todos têm o mesmo paladar e diferentes espécies têm potencial para serem usados em diferentes funções gastronómicas. A aceitação dos insetos pode ser um desafio entre os consumidores, especialmente nos países ocidentais, onde a aversão ao consumo de insetos é muitas vezes condicionada culturalmente e baseada na percepção de que os insetos são repulsivos, em vez de ser com base em características sensoriais.

As sociedades ocidentais são relutantes em ingerir insetos inteiros e, portanto, os ingredientes alimentares derivados
de insetos e incluídos em outros produtos finais podem ser alternativas [2]. Existem estudos que mostram que o uso de “farinha de inseto” com insetos não visíveis tem uma maior aceitação do que alimentos com insetos inteiros ou visíveis, bem como a existência de mais informação, em especial nos aspetos relacionados com a saúde. [8].

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Estatuto legal dos insetos para alimentação humana na UE

Na União Europeia, os insetos são considerados “novos alimentos”, e como tal só podem ser colocados no mercado após autorização pela Comissão Europeia com base numa avaliação de riscos prévia feita pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA). Desde 1 de janeiro de 2018 encontra-se em aplicação o novo Regulamento (UE) n.º 2015/2283, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de novembro, relativo a novos alimentos, que veio revogar e substituir o anterior Regulamento (CE) nº 258/97, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 27 de janeiro.

Os “novos alimentos” são por definição alimentos cujo consumo na UE não era significativo até maio de 1997, ano em que entrou em vigor a primeira regulamentação nesta área. Podem ser alimentos inovadores desenvolvidos recentemente ou alimentos que usam novos processos de produção e tecnologias, bem como alimentos que não têm tradição de uso na União Europeia (como é o caso dos insetos). São exemplo de novos alimentos já aprovados, as sementes de chia vindas de países terceiros, a proteína de colza, o óleo de sementes de coentros [3].

Os novos alimentos só são aprovados para consumo na União Europeia se não implicarem, em termos nutritivos, uma
desvantagem quando substituam um alimento semelhante e não induzirem em erro o consumidor. A autorização estabelece as condições do seu uso, a sua designação enquanto alimento/ingrediente alimentar e os requisitos em matéria de rotulagem.

O Regulamento de Execução (UE) n.º 2017/2470, da Comissão, de 20 de dezembro, e respetivas alterações, estabelece a lista da União de novos alimentos autorizados. De momento não existe nenhuma espécie de inseto aprovada pela União Europeia, para ser utilizada para alimentação humana, contudo foram já submetidos dossiers de pedidos de autorização envolvendo cinco espécies de insetos: Acheta domesticus, Gryllodes sigillatus, Alphitobius diaperinus, Tenebrio molitor e Locusta migratoria.

Os insetos entram na definição de novos alimentos como ingredientes alimentares isolados a partir de animais. Nesta definição incluem-se também partes de insetos (patas, asas, cabeça, etc.). A nova legislação esclarece ainda que animais inteiros, como é o caso de insetos inteiros, cujo consumo por humanos não era significativo na UE antes de maio de 1997 entram também na definição de novos alimentos.

Antes de 1 de Janeiro de 2018, alguns países da UE, nomeadamente a Bélgica, a Holanda, o Reino Unido, a Dinamarca, a Finlândia e a Áustria, não consideravam os insetos inteiros, bem como ingredientes formulados a partir de insetos inteiros, incluídos no âmbito de aplicação do anterior Regulamento (CE) nº 258/97, pelo que a comercialização dos referidos produtos, nesses Estados-Membros, era legal sem existir a autorização enquanto “novo alimento”[4].

O Regulamento (EU) 2015/2283 previa medidas transitórias relativamente aos insectos colocados legalmente no mercado antes de 1 de janeiro de 2018 no Estados-Membros que anteriormente o tinham permitido. Foi dado um prazo até 2 de janeiro de 2020, para os produtos poderem continuar a ser comercializados nesses países, desde que os operadores das empresas do sector alimentar, tenham efetuado à Comissão um pedido de autorização de um novo alimento, nos termos estabelecidos no Regulamento até 1 de janeiro de 2019.

No caso da Bélgica, por exemplo, as autoridades adotaram inicialmente uma política de tolerância em relação à colocação no mercado de 10 espécies de insetos para consumo humano, com base numa avaliação de segurança e parecer do Comité Científico do Federal Agency for the Safety of the Food Chain (FASFC) belga em conjunto com o Superior Health Council belga [5]. Após 1 de janeiro de 2018 a política de tolerância foi restringida a 3 espécies de insetos, atendendo aos dossiers de pedido de autorização apresentados à Comissão Europeia até essa data, conforme consta da lista publicada pelo FASFC [5], permitindo apenas a comercialização no mercado belga de produtos das espécies Acheta domesticus, Tenebrio molitor e Locusta migratória.

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Avaliação do Risco

Na sua primeira avaliação do risco da utilização de insetos para consumo humano e alimentação animal, publicada em
outubro de 2015 [9], a EFSA concluiu que, para os perigos biológicos e químicos associados à criação de insetos para
consumo humano e alimentação animal, os riscos estão dependentes da forma como os insetos são criados e processados.

Com base em dados de literatura científica reconhecida, avaliações executadas pelos Estados-Membros e informação fornecida por outros stakeholders relevantes, a EFSA compilou um relatório para avaliar os potenciais perigos biológicos e químicos, bem como a alergenicidade e perigos ambientais, associados à criação de insetos usados em alimentação humana e animal, tendo em conta toda a cadeia desde a criação até ao produto final.

As conclusões da EFSA apontam que os métodos específicos de produção, os produtos usados para alimentar os insetos, o estádio de vida em que os insetos são colhidos, as espécies de insetos, assim como os métodos usados no processamento posterior, terão todos impacto na possível presença de contaminantes químicos e biológicos nos produtos feitos a partir de insetos. Existem disponíveis dados limitados sobre a transferência de contaminantes químicos de diferentes tipos de alimentos para os próprios insetos.

Prevê-se que a ocorrência de priões – proteínas anormais que podem causar doenças como a encefalopatia espongiforme bovina (BSE) em bovinos e a doença de CreutzfeldtJakob em humanos – seja igual ou inferior se o alimento não incluir proteínas derivadas de seres humanos ou ruminantes.

O Parecer considera também os possíveis riscos associados a outros tipos de alimentos, como resíduos de cozinha e estrume animal. Espera-se também que o risco ambiental da criação de insetos seja comparável a outros sistemas de produção animal. As estratégias existentes de gestão de resíduos devem ser aplicáveis à eliminação de resíduos da produção de insetos.

A conclusão geral da EFSA é de que o risco de usar insetos como alimento não é maior do que o risco de usar outros
animais. Alguns pontos específicos incluem o facto de o principal risco estar relacionado com a alimentação e não
com os próprios insetos; que os priões de mamíferos (responsáveis pela BSE) não se podem replicar em insetos; e
que o nível de acumulação química (por exemplo, de metais pesados) não é claro, e precisa ser mais estudado.

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Produção de insetos

A produção de insetos em ambiente fechado ou interno é um modo importante para disponibilizar alimentos continuamente durante todo o ano, uma vez que muitos insetos estão disponíveis na natureza somente durante determinadas estações ou meses. É particularmente importante aumentar a escala (bem como o custo mais baixo) e a eficiência da produção de insetos e alimentos baseados em insetos e usá-los para obter o máximo impacto para melhorar a falta de alimentos e reduzir o impacto ambiental.

Para a produção em ambientes fechados, é necessário controlo total do ambiente (temperatura, humidade relativa,
luz), alimentação de qualidade e prevenção de pragas (parasitas) e doenças para o crescimento e desenvolvimento
adequados dos insetos.

A produção intensiva sustentada de insectos comestíveis, tal como qualquer outra produção pecuária tem de ser realizada sob forte supervisão técnica. A produção e sustentabilidade de proteína de origem animal, depende da eficiência do sistema de produção, da qualidade e quantidade da sua contribuição proteica e do impacto ambiental, que é determinado pela qualidade das dietas.

Em termos globais, a produção de insetos ainda tem pouca representatividade e baixos índices de industrialização.

A produção em larga escala de algumas espécies, Gryllidae, Tenebrio molitor e Galleria mellonella, utlizados em alimentação animal (sobretudo aquacultura) bem como algumas espécies para bio controlo (principalmente moscas), existe nos EUA e na Europa. Algumas dessas indústrias serão eventualmente a base para a emergente indústria de alimentos à base de insetos. O conceito e aplicação de novas estratégias estão agora a avançar no sentido da industrialização da produção. Atualmente, alguma indústria está em vários estágios de desenvolvimento na produção de insetos. Para produção em larga escala, são necessários alguns elementos fundamentais, tais como, mais investigação ao nível da entomologia, condições adequadas de produção e eficazes fórmulas alimentares. Para alcançar a produção comercial em massa, os sistemas de produção atuais necessitam de automatizar alguns processos-chave para torná-los economicamente competitivos com a produção de outras espécies pecuárias. [13]

Na Europa, os produtos derivados de insetos constituem um mercado de nicho, existem produtores sediados em vários Estados-Membros da EU, nomeadamente naqueles que beneficiam das medidas transitórias para comercialização desses produtos.

A International Platform of Insects for Food and Feed (IPIFF) é uma organização sem fins lucrativos da UE que representa os interesses do setor de produção de insetos para com os decisores políticos da UE, as partes interessadas europeias e os cidadãos. Composto por 54 membros, de 20 países, o IPIFF promove o uso de insetos para consumo humano e produtos derivados de insetos como uma fonte de nutrientes de primeira linha para a alimentação animal. Em 2019, foram produzidas cerca de seis mil toneladas de proteína de inseto pelos membros da IPIFF. [12]

Em Portugal já há várias empresas a testar a produção de insetos e farinha de inseto para alimentação humana, bem como a desenvolver produtos finais – barras proteicas, massas, etc.

Foi criada em maio de 2018 em Portugal, a Associação de Produtores e Transformadores de Insetos- Portugal Insects, que representa os operadores do sector, quer para a alimentação humana quer para a alimentação animal.

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Regras de higiene na produção

No que diz respeito à legislação alimentar, os produtores de insetos têm que cumprir as mesmas regras regais aplicáveis a operadores de outros sectores, nomeadamente o Regulamento (CE) nº 178/2002, que determina os princípios e normas gerais da legislação alimentar, bem como o “Pacote Higiene”

O processamento e armazenamento de insetos e seus produtos devem seguir os mesmos requisitos que qualquer outro alimento, a fim de garantir a segurança alimentar. As questões a serem consideradas incluem os perigos microbiológicos, químicos e alergénicos. Para além disso, as regras gerais de saúde e bem-estar animal são também aplicáveis aos insetos.

Os produtos derivados de insetos estão ainda sujeitos ao Regulamento (CE) nº 1169/2011, relativo à prestação de informação aos consumidores sobre os géneros alimentícios e demais legislação relacionada, quando aplicável.

A Comissão Europeia encontra-se a preparar uma medida legislativa para alteração do Reg. (CE) n.º 853/2004, de 29 de abril, que visa estabelecer requisitos mínimos de higiene aplicáveis aos insetos comestíveis e aos alimentos utilizados na sua produção. O período para apresentação de comentários decorreu entre 23.01.2019 – 20.02.2019, encontrandose prevista a sua adoção pela Comissão [11].

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Desafios futuros

A produção de géneros alimentícios à base de insetos de alta qualidade requer estudos sobre o impacto das condições de produção e métodos de processamento, bem como na qualidade nutricional e nas propriedades funcionais.

Existe falta de conhecimento em áreas-chave, como eventuais situações alergéneas face ao consumo de insetos, e a viabilidade da utilização de alimentos de baixo custo e o seu impacto no conteúdo nutricional dos insetos. A adoção de boas práticas de saúde e segurança na sua produção é, contudo, fundamental, bem como o envolvimento de centros de investigação e de pesquisa científica.

Por fim o desenvolvimento de uma comunicação positiva com vista a ultrapassar a reação adversa dos consumidores
finais, habituados durante séculos a considerar os insetos como algo indesejado na alimentação e não como uma potencial fonte nutricional, é também determinante [7].

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Bibliografia

  1. Kouřimská, L.; Adámková, A. Review article: Nutritional and sensory quality of edible insects. NFS Journal (2016) 4, 22–26.
  2. FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations), 2013. Edible insects. Future prospects for food and feed security. van Huis A., van Itterbeeck J., Klunder H., Mertens E., Halloran A., Muir G. and Vantomme P. Rome, 2013. Disponível em: http://www.fao.org/docrep/018/i3253e/i3253e00.htm.
  3. Regulamento (UE) n.º 2015/2283, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de novembro, relativo a novos alimentos, que altera o Regulamento (UE) n.º 1169/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho e que revoga o Regulamento (CE) n.º 258/97 do Parlamento Europeu e do Conselho e o Regulamento (CE) n.º 1852/2001 da Comissão.
  4. http://www.ipiff.org/, acedido em junho de 2019
  5. http://www.afsca.be/foodstuffs/insects/, acedido em junho de 2019
  6. M. Elhassan, K. Wedin, V. Olsson and M. Langton, Quality Aspects of Insects as Food—Nutritional, Sensory, and Related Concepts. Foods 2019, 8, 95; doi:10.3390/ foods8030095.
  7. C.L.R. Payne et al. Insects as food and feed: European perspectives on recent research and future priorities. Journal of Insects as Food and Feed, 2016; 2(4): 269-276
  8. Berg J., State of the Art Report: Insects as Food and Feed. Annals of experimental Biology, 2017, 5 (2): 37-46 (http://www.scholarsresearchlibrary.com)
  9. EFSA, 2015, European Food Safety Authority. Scientific Opinion on a risk profile related to production and conumption of insects as food and feed. EFSA Journal, 13 (10): 4257
  10. Insects as feed and human food and the public health risk-a review. Berliner und Münchener tierärztliche Wochenschrift · July 2018. DOI: 10.2376/0005-9366-18064
  11. https://ec.europa.eu/info/law/better-regulation/initiatives/ares-2018-3849989_pt
  12. http://www.ipiff.org/, acedido em janeiro de 2020
  13. https://www.sciencedirect.com/topics/agricultural-andbiological-sciences/insect-farming, acedido em janeiro de 2020
  14. http://www.fao.org/3/i3253e/i3253e06.pdf acedido acedido em janeiro de 2020

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Fonte (ASAE):

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