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Avaliação de riscos ligados à idade

Muitos atributos, tais como competências interpessoais, experiência profissional e saber, são acumulados com a idade. Os trabalhadores mais velhos podem contar-se entre os trabalhadores mais experientes e empenhados, pelo que é do seu interesse assegurar que possam contribuir plena e ativamente para a atividade da sua empresa. A diversidade intergeracional impulsionará a criatividade e a capacidade inovadora da sua empresa e, à medida que a população envelhece, será cada vez mais importante ser capaz de atrair, conservar e valorizar as aptidões dos trabalhadores mais velhos.

De um modo geral, as principais competências cognitivas quase não são afetadas antes da reforma — ao passo que a inteligência, os conhecimentos e as capacidades linguísticas e de resolução de problemas complexos são suscetíveis de aumentar até aos 60 anos. Pode registar-se uma diminuição das capacidades físicas e sensoriais e, em caso de acidentes, a recuperação de pessoas mais velhas poderá levar mais tempo, mas estas alterações não afetam todas as pessoas do mesmo modo.

O envelhecimento biológico é associado de modo pouco exato à idade da pessoa medida em anos. Algumas pessoas de 80 anos têm capacidades físicas e mentais idênticas às de muitas pessoas de 20 anos.

Organização Mundial de Saúde – 10 Facts on ageing and the life course
Composição etária da população ativa (1990-2060)
Fonte: EU-OSHA —Guia eletrónico «Locais de trabalho saudáveis para todas as idades»

Enquanto empregador, o que tem de fazer?

As suas responsabilidades em relação aos seus trabalhadores mais velhos são as mesmas que tem para com os outros
trabalhadores. Não é necessário efetuar uma avaliação de riscos distinta para este grupo de trabalhadores e não deve fazer quaisquer pressupostos puramente com base na idade. Os trabalhadores mais velhos não são um grupo homogéneo; pode haver diferenças consideráveis entre pessoas da mesma idade devido a diferenças no estilo de vida, nutrição, forma física, predisposição genética, nível de educação, etc.

Além disso, muitas alterações relacionadas com o envelhecimento são mais relevantes em determinadas atividades profissionais do que noutras. Por exemplo, alterações no equilíbrio e na força têm implicações para os bombeiros e o pessoal de salvamento que trabalham em condições extremas, com equipamentos pesados e onde têm de pegar em pessoas e transportá-las; uma capacidade diminuída para avaliar as distâncias e a velocidade de objetos móveis tem implicações para a condução noturna, mas não afeta os trabalhadores administrativos.

Na sua avaliação dos riscos ligados aos fatores diversidade e idade, é importante:

  • Atender seriamente às questões associadas ao envelhecimento e assumir um compromisso positivo. Encarar o envelhecimento da mão de obra como uma vantagem (e não como um problema).
  • Adaptar o trabalho e as medidas preventivas aos trabalhadores.
  • Ter em conta as necessidades da mão de obra mais velha na fase de conceção e planeamento.
  • Fornecer uma formação adequada aos trabalhadores. Dar formação e informação sobre questões ligadas ao envelhecimento no que respeita a riscos de saúde e segurança a avaliadores dos riscos, gestores e supervisores, representantes de segurança, etc.
  • Uma avaliação dos riscos inclusiva deve partir de uma abordagem participativa, envolvendo os trabalhadores em causa e basear-se numa análise das situações de trabalho real.
  • Entre os exemplos de boas práticas de avaliação dos riscos inclusiva conta-se uma mistura de medidas preventivas (adaptação do trabalho ao indivíduo, adaptação ao progresso técnico, instruções adequadas aos trabalhadores, formação específica, etc.). A adoção destas medidas transversais é um fator de sucesso fundamental.
  • Sempre que a sua empresa introduz alterações no ambiente físico do local de trabalho ou adquire novo equipamento, certifique-se de que são também adequados à mão de obra mais velha

Após a avaliação dos riscos, poderá querer proceder a algumas adaptações às capacidades e ao estado de saúde dos trabalhadores. As medidas devem basear-se em riscos objetivos e nas competências dos trabalhadores, e não na sua idade. As medidas não têm de ser complexas e dispendiosas: a alteração de turnos, a automatização de tarefas de rotina, a rotação de tarefas, a adaptação da iluminação ou espaços de trabalho mais flexíveis, são alguns exemplos típicos. Não esquecer que boas medidas de gestão dos riscos irão beneficiar todos os trabalhadores, independentemente da sua idade, género ou nacionalidade.

Além disso, poderá adotar uma abordagem mais ampla da gestão da idade, beneficiando assim o seu pessoal e a sua empresa. Trata-se de uma abordagem holística que inclui os seguintes elementos principais:

Elementos fundamentais de uma boa gestão da idade
Fonte: Campanha «Local de trabalho saudável» 2016-2017, EU-OSHA.

Fonte (ACT): https://bit.ly/3CZfjjY

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