Na produção de células fotovoltaicas, a saúde dos trabalhadores pode ser negativamente afetada por uma variedade de produtos químicos e de materiais. Os riscos químicos estão relacionados com a toxicidade, corrosividade, inflamabilidade e explosividade dos materiais. As quantidades e tipos de produtos químicos utilizados variam consoante o tipo de células que são produzidas, enquanto os próprios materiais semicondutores são utilizados em pequenas quantidades, especialmente na produção de camadas ultrafinas. Além disso, as juntas de soldadura entre os painéis podem conter materiais pesados, tais como o chumbo.
Elementos particularmente perigosos usados na produção de células x-SI são os produtos químicos cáusticos, como o ácido fluorídrico (HF), que é utilizado para limpar as pastilhas de silício, e o silano (SiH4), que é um gás altamente inflamável e explosivo. Atualmente, grande parte do silício utilizado como material de base para o fabrico de células x-Si é produzida em países como a China, onde as normas em matéria de SST variam. A produção de células a-SI implica também a utilização de grandes quantidades de SiH4. O principal perigo relacionado com as células CdTe reside na toxicidade e carcinogenicidade do cádmio. O CdTe parece ser menos tóxico do que o cádmio elementar, pelo menos em termos de exposição aguda. A utilização de seleneto de hidrogénio (H2Se) constitui o principal problema associado às células CIS/CIGS; a informação existente sobre da toxicidade do CIS é escassa. O manuseamento dos supracitados produtos químicos na indústria de semicondutores é uma tarefa de rotina e, de um modo geral, são aplicadas medidas de segurança. Procedimentos de trabalho seguros e a implantação de sistemas de produção fechados ou de sistemas de ventilação e exaustão minimizam os riscos de exposição.
Durante os processos de produção, há que ter em consideração aspetos relacionados com a manipulação, especialmente quando se verifica um aumento do número de produtos que requerem tratamento manual. As opções de prevenção poderiam passar pela utilização de soluções ergonómicas ajustadas, como dispositivos de elevação a vácuo e a implementação de sistemas de automatização e robótica. As tarefas de montagem que requerem movimentos repetitivos dos membros superiores (braços e mãos) constituem um fator de risco comum para o desenvolvimento de perturbações dos membros superiores.
O transporte de instalações (ou componentes) de energia solar da fábrica para o local do cliente, embora não constitua um fator crítico, deve contudo observar as normas de SST aplicáveis ao transporte de mercadorias.
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Fonte (OSHA):