Uma das premissas de confiança para as viagens áreas é a abordagem preventiva por múltiplas camadas, assim, se uma medida falhar, existe uma rede de segurança que protege o passo seguinte. Um artigo do médico Pedro Caetano, especialista em Medicina Geral e Familiar e em Medicina Aeronáutica.
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Sabemos que Portugal tem locais fantásticos para visitar, de norte a sul do país. Há sítios incríveis para conhecer e esse facto é reconhecido internacionalmente, não fossemos nós campeões no número de “óscares” do Turismo que nos tem sido atribuído. O turismo nacional está na moda e pode e deve ser aproveitado.
No entanto, há vários locais onde é mais fácil ir de avião, como a Madeira e os Açores. Para além disso, por motivos de trabalho, por motivos familiares ou mesmo de lazer, podemos ter e querer sair do país, sendo que para viagens internacionais o avião é o meio de transporte mais prático e mais seguro.
A aviação é também um dos setores mais regulamentados, cumprindo regras de segurança com os mais altos padrões de qualidade e exigência.
A IATA (organização internacional) e a EASA (organização europeia) que regulam este setor estabeleceram novas orientações sobre a COVID-19 para podermos voltar a voar com segurança. Uma das premissas de confiança para as viagens áreas é a abordagem preventiva por múltiplas camadas, assim, se uma medida falhar, existe uma rede de segurança que protege o passo seguinte.
Algumas medidas e metodologias destas duas organizações estão já a ser implementadas enquanto que outras estão ainda em discussão:
– Medição de temperatura;
– Questionário clínico de sintomas;
– Uso de máscara pelos passageiros e equipamentos de proteção individual (EPI) para o staff;
– Distancia social;
– Limpeza e desinfeção;
– Passaporte imunológico;
– Teste rápido à COVID-19;
– Contact tracing.
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Quando precisar de viajar de avião, estes vão ser os novos passos a ter em conta:
Pré-Viagem – reserva e check-in virtual; informação da companhia aérea das medidas preventivas e de segurança.
Aeroporto – uso de máscara em qualquer espaço do aeroporto; processos contactless, self-check-in; pontos para desinfeção das mãos; circuitos de circulação independentes e unidirecionais; distância de segurança nas várias etapas.
Avião – Os aviões comerciais possuem sistemas de filtração do ar muito eficientes, com filtros HEPA (high efficiency particulate air) que filtram 99,993% dos vírus e bactérias do ar ambiente. A ventilação da cabine faz-se por secções “verticais” o que dificulta a circulação de partículas. No entanto, está previsto um reforço dos processos de limpeza e higienização. Caso haja um caso suspeito a bordo, as tripulações estão treinadas para promover o isolamento possível.
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Recomendações:
1 – Cumprir as regras recomendadas pelo staff da companhia aérea;
2 – Evitar deslocar-se dentro do avião;
3 – Evitar refeições dentro do avião;
4 – Evitar tocar em locais dispensáveis;
5 – Informar staff da companhia aérea sobre qualquer sintoma.
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Em suma, viajar de avião continuará a ser um dos meios mais seguros e a evidência diz-nos que apesar da dispersão de casos em todo o mundo, o número de casos atribuíveis a viagem de avião é muito baixo.
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Em caso de dúvida, sobre se pode ou não viajar, contacte o seu médico de viagem ou médico aeronáutico.Um artigo do médico Pedro Caetano, especialista em Medicina Geral e Familiar e em Medicina Aeronáutica. Co-Fundador PLANET EXPLORERS Medical Solutions www.planetmedicalsolutions.com. Coordenador da Unidade de Medicina Aeroespacial e Viagem – CUF Instituto.
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Fonte (SAPO):
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