O stress no trabalho

O que significa no local de trabalho?

O stresse no trabalho pode dizer respeito:

• à natureza do trabalho, incluindo o tipo de tarefas, o contacto profissional com pessoas (como clientes), alterações dos processos, reestruturação e utilização de competências;

• à intensidade do trabalho e à autonomia no trabalho, incluindo os aspetos ligados à carga, ritmo e autonomia do trabalho;

• às disposições em matéria de tempo de trabalho e equilíbrio entre trabalho e vida privada;

• ao ambiente social, incluindo as relações interpessoais no trabalho e o apoio social;

• à insegurança e à progressão na carreira.

Uma pessoa entra em stresse quando considera que existe um desequilíbrio entre o que se lhe exige e a sua capacidade para lidar com essas exigências. Claramente, um trabalhador em situação de stresse não é tão produtivo e criativo como poderia ser e o trabalho sob stresse prolongado pode conduzir a problemas de concentração, erros e comportamentos negativos.

 O stresse no trabalho pode ter efeitos psicológicos, físicos e sociais negativos e resultar em depressão e esgotamento, e, em casos extremos, até mesmo suicídio.

Para além de problemas de saúde mental, os trabalhadores que sofrem de stresse prolongado podem desenvolver problemas graves de saúde física, como doenças cardiovasculares ou afeções musculosqueléticas.

Enquanto empregador, o que tem de fazer?

Tem de refletir sobre os riscos psicossociais e as medidas para os abordar na sua avaliação dos riscos de saúde e segurança (ver supra informações gerais sobre a realização de avaliações dos risco).

Esteja atento a sinais de stresse relacionado com o trabalho, que podem ser bastante diferentes: a figura 10 apresenta alguns exemplos de indicadores organizacionais e individuais de stresse relacionado com o trabalho. Eis alguns exemplos do que poderá equacionar na sua avaliação dos riscos e do que poderá fazer para resolver alguns dos problemas que identifique:

→ Cultura

Existe uma boa comunicação aberta, apoio e respeito mútuo? Os pontos de vista dos trabalhadores e respetivos representantes são valorizados?

→ Exigências

O pessoal está sobrecarregado ou subcarregado? E tem as capacidades para desempenhar as suas funções? Quais as condições do ambiente físico (ruído, vibrações, ventilação, iluminação, etc.) e psicológico (violência, intimidação, etc.)?

→ Autonomia

Os trabalhadores têm uma palavra a dizer sobre o modo como o seu trabalho é feito?

 → Relações

Como são as relações entre colegas e entre colegas e gestores? Como são as relações entre os gestores e os quadros superiores? Há indícios de qualquer caso de intimidação ou assédio?

→ Mudança

Os trabalhadores estão preocupados com a sua situação de emprego? Estão confusos com mudanças no local de trabalho e com o que poderá significar para si e para os colegas?

→ Funções

As pessoas são afetadas por conflitos em relação às suas funções (exigências contraditórias) ou à ambiguidade das suas funções (falta de clareza)?

→ Apoio, formação e fatores individuais

Existe uma adequada formação para os novos trabalhadores e para aqueles cujas funções foram alteradas? Os trabalhadores beneficiam de apoio social? As diferenças individuais são tomadas em consideração?

Existe claramente uma justificação económica para conhecer melhor os fatores psicossociais, a forma como afetam os trabalhadores e o que pode ser feito para prevenir ou reduzir os efeitos negativos. Consulte a caixa com as referências que figura no final da presente secção, nomeadamente o guia eletrónico desenvolvido pela EU-OSHA que comporta uma versão específica relativa ao seu país. Junto da autoridade nacional em matéria de segurança e saúde poderá obter guias úteis, listas de controlo ou outros instrumentos.

Fonte (ACT): https://bit.ly/3zav3yQ

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