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A sinistralidade na Indústria dos Químicos

A sinistralidade laboral está fortemente presente na indústria química tendo em conta as actividades exercidas e a exposição permanente dos trabalhadores a produtos químicos e à sua perigosidade, bem como na utilização de equipamento de trabalhos na sua manipulação e transformação.

A manipulação de produtos químicos, quer de substâncias como de preparações, quando não realizada com práticas de segurança adequadas, pode facilmente levar à ocorrência de acidentes de trabalho com lesão temporária, permanente e em casos extremos à morte.

Neste tipo de indústria estão presentes vários tipos de riscos, nomeadamente:

  • Os riscos químicos: vapores, poeiras, fumos, névoas, gases, compostos ou produtos químicos em geral;
  • Riscos físicos: ruídos, vibrações, radiações ionizantes, não ionizantes, frio, calor, pressões anormais;
  • E em alguns casos há presença de riscos biológicos tais como: vírus, bactérias, protozoário, fungos, parasitas, bacilos, entre outros.

Em relação aos riscos mencionados, os acidentes na indústria química, ocorrem principalmente pelas seguintes causas:

  • Regras de segurança que não são claramente definidas;
  • Desconhecimento ou negligência da forma correcta de executar o trabalho;
  • Falta de cumprimento das regras estabelecidas;
  • Falta de organização do local de trabalho;
  • Falta de regras de limpeza ou do seu cumprimento;
  • Uso incorrecto de equipamentos ou substâncias;
  • Transporte, armazenamento e manuseamento inadequados de produtos químicos;
  • Trabalhos realizados por trabalhadores que não têm as habilitações adequadas;
  • Não utilização dos equipamentos de protecção colectiva e individuais adequados ao risco ou a sua utilização incorrecta;
  • Manutenção inexistente ou inadequadas aos equipamentos.

Para além das causas atrás identificadas podem ainda destacar-se as características ambientais tais como a iluminação
insuficiente ou inadequada e o ambiente térmico desfavorável.

Os acidentes que advêm destas causas geralmente têm como consequência intoxicação, queimaduras térmicas, cortes,
queimaduras químicas, choque eléctrico, incêndios, explosões, contaminação por agentes químicos e exposição a radiações ionizantes e não ionizantes.

Cada vez mais as empresas encaram a redução da sinistralidade laboral como uma vantagem competitiva e melhoria da sua imagem, zelando assim pelos seus interesses e o dos seus trabalhadores.

Porém, ainda há um longo caminho a percorrer para reduzir a sinistralidade e um dos problemas que vulgarmente se identifica prende-se com a análise das causas da ocorrência dos acidentes, a definição de acções correctivas e a correcta implementação das mesmas. Por vezes o objectivo da investigação das causas dos acidentes confunde-se com a procura de culpados o que dificulta a sua eficaz implementação.

A prevenção de acidentes neste tipo de indústria baseia-se essencialmente na implementação de regras de segurança, informação, formação e sensibilização dos trabalhadores e na implementação de meios de protecção colectivos e individuais eficazes.

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Fonte (ACT):

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