Gestão Emocional em (TELE) TRABALHO
Com o surgimento do COVID19, inúmeras alterações tomaram conta de nós e das nossas famílias, colegas e amigos:
- Alteração brusca de rotinas;
- Medo do desconhecido;
- Incerteza perante o futuro, em conjugação com o isolamento obrigatório a que fomos sujeitos;
Contribuindo em grande escala para que os nossos pensamentos estejam muito focados nesta pandemia, nomeadamente nos seus efeitos:
- Sociais
- Pessoais
- Familiares
- Profissionais…

Devemos adotar ATITUDES RESILIENTES e POSITIVAS, pois dificilmente poderemos mudar o mundo e a sociedade mas podemos efetivamente mudar o rumo de cada um de nós e dos nossos familiares.
- A tranquilidade emocional é mais uma medida de defesa e prevenção nesta fase que atravessamos:
- Sejamos positivos e objetivos;
- Devemos manter os nossos hábitos de rotina diária:
- Tomar banho;
- Fazer a barba;
- Vestirmo-nos;
- Tomarmos um café e até podemos estar on line com colegas e/ou amigos conversando e observando-nos mutuamente;
- Controlar o nosso horário de trabalho (teletrabalho);
- Não estar permanentemente ligado ao computador (fazer pausas), comendo uma peça de fruta e beber cerca de um litro de água (tratar da nossa saúde bio fisiológica).
- Evitarmos pensar constantemente no que nos preocupa;
- Compartilharmos as nossas preocupações com as pessoas mais próximas, não para nos dar soluções, mas como um meio de ajuda e suporte;
- Sermos ouvidos sem sermos julgados ou preconceituosos favorece o equilíbrio e o bem-estar pessoal.
- É importante não retrairmos e escondermos o que realmente estamos a sentir:
- Expressarmos verdadeiramente o que sentimos, permite-nos prestar atenção às nossas emoções, gerando uma maior consciência, compreensão e conhecimento de nós mesmos;
- Falar sobre o que estamos a sentir com pessoas próximas pode ajudar.
- Mantenha o contacto com amigos e familiares:
- Falarmos com amigos e familiares é uma das melhores formas de reduzir a ansiedade, a solidão ou o aborrecimento durante o período de isolamento;
- Utilizarmos o telefone, o email, as mensagens e as redes sociais para permanecermos em contacto com amigos e familiares. Falarmos “cara a cara” utilizando as videochamadas”.
- Tentarmos ser solidários (na medida do possível) com os outros:
- Prestarmos apoio a familiares mais velhos ou pessoas mais vulneráveis, pode fazer-nos sentir mais felizes e úteis, numa altura como esta em que muitos não têm condições e resistência para enfrentar esta pandemia;
- É possível ajudarmos e prestarmos apoio, mesmo sem sairmos de casa. Muitas vezes, uma vídeo chamada, ou um simples telefonema ajuda mais do que se possa imaginar.
- Devemos realizar atividades de que gostemos e nos relaxe:
- Lermos um livro, vermos filmes, séries ou os nossos programas favoritos;
- Envolvermo-nos em atividades e tarefas que lhe deem prazer e tranquilidade;
- Aproveitarmos a oportunidade para fazermos coisas para as quais não costumamos ter tempo no dia-a-dia e que estávamos a tentar fazer há muito tempo;
- Devemos praticar exercício físico e adotarmos uma alimentação equilibrada.
- Em casa, no convívio direto com os filhos, por vezes não é fácil:
- Devemos estar consciente que existirão conflitos, zaragatas e “birras“ que são típicas da idade, afinal todos já fomos crianças!
- Devemos sempre que pudermos dar-lhes a oportunidade para expressarem os seus sentimentos e receios
- Explicar-lhes o que se passa e tranquilizá-las utilizando linguagem apropriada à idade;
- Explicar-lhes a importância de estarem confinadas à sua residência e os perigos externos sem as melindrar;
- Limitarmos a sua exposição a notícias que as possam perturbar, nomeadamente dos canais mais sensacionalistas da nossa televisão.
- Devemos procurar manter as atividades diárias habituais.
- Deveremos encarar a situação de isolamento como uma oportunidade de passarmos mais tempo juntos;
- Não devemos recorrer exclusivamente à televisão e a outras tecnologias;
- Aproveitemos a “oportunidade” para realizarmos atividades para as quais não costumamos ter tempo: jogos de tabuleiro, trabalhos manuais, desenhos, leitura;
- Crianças em idade escolar: Solicitemos aos professores que lhe enviem por email informações de estudo, atividades ou trabalhos para não quebrar as rotinas e o equilíbrio casa-escola.
Por ventura existirão mais estratégias a implementar nesta fase de pandémia e sua correlação psicossociológica em regime de (tele) trabalho, porém as que evidenciámos achamos ser as mais importantes para mitigar esta fase que desejamos passageira.
Os riscos psicossociais esgrimam uma complexidade de comportamentos de ansiedade, de angústia e de perda de autoestima. Porém está na mão de cada um de nós tentar dar a melhor solução, e as indicações acima podem efetivamente ser esclarecedoras de melhoria dos nossos comportamentos e de adotarmos uma atitude positiva e proactiva.
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Se apenas vislumbramos a escuridão…
Devermos acender a luz que existe em cada um de nós… mantendo a nossa esperança viva!…
Mantenhamo-nos sempre com ESPERANÇA e TRANQUILIDADE e, confiante de que tudo vai correr bem
Bem hajam (Costa Tavares)
