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Trabalho em equipa – um ganho sinergético na gestão de recursos humanos

O conceito de equipa é sobejamente conhecido nos anais dos compêndios de gestão empresarial e de gestão de recursos humanos: De entre muitos conceitos, optamos por um abrangente: “existe uma equipa quando dois ou mais indivíduos assumem uma relação de interdependência e interação entre ambos, visando com o seu impulso, alcançar um determinado objetivo a que se propuseram”.

Ou seja, todos os seus membros desempenham um papel específico cujo resultado final é claramente superior ao somatório de cada uma das partes.

A importância de se trabalhar em equipa é alicerçada nalgumas necessidades entre as quais o compromisso para com os outros membros, a ética, o respeito e a confiança interpessoais procurando a consolidação do grupo, assim como, o status geral do grupo é superior ao status individual de cada membro, remando para um enriquecimento do coletivo.

Mas o mais importante no trabalho em equipa é a facilidade de se poderem alcançar determinadas metas que isoladamente seriam praticamente intransponíveis. Em equipa aumenta o nosso conhecimento, a nossa responsabilização e a nossa motivação. Ninguém está só, todos são úteis e têm um papel importante a desempenhar.

Mas para que este ensejo se torne efetivo, há determinadas competências que devem ser realçadas como por exemplo:

  • Autoconhecimento (conhecer as nossas potencialidade, e as nossas vulnerabilidades, saber o que devemos fazer, dizer, quando e com quem, sem ferir personalidades alheias, mas também identificarmo-nos como reagimos a uma adversidade);
  • Empatia (considerando a opinião dos outros, os seus pensamentos e motivação, sabendo ouvir, prestando atenção e dando importância à comunicação do nosso interlocutor);
  • Assertividade (saber expressar as nossas opiniões, expetativas e motivações de forma franca, saudável, sem colocar em causa opiniões contrárias, pelo contrário, respeitando-as, pois todas serão válidas em determinados contextos);
  • Cordialidade (ser cortês, educado, urbano, demonstrando consideração pelo próximo e promovendo adequadas regras de conduta social, sem subterfúgios ou jogos de interesse);
  • Ética (é o respeito pelo outro, não quebrar acordos previamente estabelecidos, não promover iniciativas colaterais e unilaterais);
  • Resiliência (capacidade, de nos momentos em que somos colocados à prova, de nos reerguermos com empenhamento, força interior para contornar determinado obstáculo com positivismo e proatividade);
  • Comunicação (pela troca de informação/ideias cm o nosso interlocutor, de forma percetível, procurando feedback deste último);

No entanto, para desempenharmos um bom trabalho em equipa, existem atitudes que devemos evitar, nomeadamente:

  • Não estabelecermos pontos de compromisso e estarmos a trabalhar cada um per si, tentando reunir todos os méritos individualmente, tentando sobressair aos outros evidenciando o nosso trabalho;
  • Estarmos constantemente a desvalorizar o trabalho dos nossos colegas;
  • Nunca assumirmos os nossos erros, pelo contrário, vangloriarmo-nos com os erros dos outros;
  • Não respeitarmos os procedimentos, as instruções e as regras impostas pelo coletivo, contrariando-as sistematicamente;
  • Não aceitarmos as diferentes opiniões, pontos de vista e motivações dos nossos interlocutores;
  • Não tentarmos comunicar de forma lúcida e transparente;
  • Desequilibrarmo-nos emocionalmente, originando reiteradamente conflitos com os nossos interlocutores.

Vejamos o exemplo das formigas:

  • Segundo um artigo publicado na conhecida revista Harvard Business Review, o trabalho em equipa das formigas é exemplo vivo do que aqui retratamos. Por exemplo, através de inúmeras observações, chegou-se à conclusão que as formigas:
  • Ao encontrarem comida, por vezes com uma dimensão 30 vezes superior ao seu tamanho, se mobilizam através da entreajuda conseguindo atingir o objetivo – levar a comida para a toca;
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António Costa Tavares

António Costa Tavares

Técnico Superior de Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho Docente, formador e consultor em matéria de SST e Gestão de Recursos Humanos e Psicologia do Trabalho Quadro da Câmara Municipal de Cascais

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